Cerca de 682 mil pessoas, 14% da população empregada, trabalharam sempre ou quase sempre a partir de casa de junho a agosto, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE). Face ao trimestre anterior, de abril a junho, houve uma redução de 37,7% (menos 413 mil trabalhadores), tendo em conta que o segundo trimestre foi afetado durante um mês e meio pelo confinamento geral.

Entre os trabalhadores que exerceram tarefas a partir de casa, 540 mil pessoas (79,1%) indicaram que a razão principal para terem trabalhado em casa se deveu à pandemia.

O recurso a tecnologias de informação e comunicação (condição para estar em teletrabalho) envolveu 94,5% dos trabalhadores que ficaram em casa. Ou seja, 644 mil pessoas, ou 13,4% da população empregada, estiveram nesta condição de julho a setembro, menos 37,9% (394 mil) em relação ao trimestre anterior.

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Foi na Área Metropolitana de Lisboa que se registou a maior proporção de empregados a trabalhar sempre ou quase sempre em casa (26,6%), apesar de essa proporção ter sido maior no trimestre anterior (tinha atingido os 36%). O mesmo se aplica a quem tem ensino superior (33%, menos do que os 53,8% do trimestre anterior) e trabalha no sector dos serviços (17,5%, contra 28,5%).

Ao contrário do trimestre anterior, em que houve muito mais mulheres a ficarem a trabalhar a partir de casa do que homens, agora o INE reporta que não houve diferenças significativas (14,3% de mulheres contra 14,1% de homens).