A Europa está, gradualmente, a regressar a um confinamento, agora mais flexível, para tentar controlar a segunda vaga de Covid-19 num continente onde já morreram mais de 300 mil pessoas.

A Irlanda foi o primeiro país da União Europeia a decretar o confinamento geral dos seus habitantes nesta segunda vaga. Depois foi a vez da França, que prevê manter-se assim até 1 de dezembro.

Nesta lista que vai crescendo com o passar do tempo está também o País de Gales e a Itália, que desde esta sexta-feira passou a ter algumas regiões confinadas.

Já no sábado, os gregos só vão poder sair de casa com autorização: a cada saída, será necessário indicar por mensagem o motivo e a hora, e aguardar o sinal verde das autoridades, também por SMS.

Também no sábado, os portugueses ficarão a saber quais serão as medidas concretas do novo estado de emergência que entra em vigor na próxima segunda-feira.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou esta sexta-feira o estado de emergência por 15 dias, para permitir medidas de contenção da Covid-19.

Este será o segundo estado de emergência no país durante a pandemia. O primeiro começou em meados de abril e prolongou-se por 45 dias.

Desta vez, ao contrário das anteriores, o decreto de estado de emergência não contempla o confinamento compulsivo, mas permite novamente restrições às deslocações, “designadamente nos municípios com nível mais elevado de risco” e “durante determinados períodos do dia ou determinados dias da semana”.

Permite também, entre outras coisas, a imposição de controlos de temperatura corporal e testes de diagnóstico do novo coronavírus para acesso a determinados locais.

O Governo, a quem cabe regulamentar a aplicação do estado de emergência, irá reunir o Conselho de Ministros no sábado para adotar medidas ao abrigo deste quadro legal.

Em Portugal, onde os primeiros casos de infeção com o novo coronavírus foram detetados no dia 02 de março, já morreram 2.792 pessoas com a doença Covid-19, num total de mais de 166 mil casos de infeção contabilizados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Depois da experiência do início do ano, em que os países pararam, agora ensaiam-se modelos mais flexíveis, adaptados a cada país para tentar que os serviços de saúde consigam dar resposta ao crescente número de doentes.

A pandemia já matou mais de 300 mil pessoas na Europa e provocou mais de 12 milhões de infeções, segundo dados avançados pela agência de notícias France Press (AFP).