Depois do primeiro clássico da temporada nas meias da Taça de Portugal da época transata, que terminou com a vitória do FC Porto (que perderia depois o encontro decisivo frente ao Sporting) e com muitas críticas do Benfica pela recusa em adiar a competição depois de o plantel encarnado ter estado vários dias privados de treinar por ter alguns elementos infetados como novo coronavírus, águias e dragões encontravam-se este sábado no Pavilhão da Luz no primeiro jogo grande da Liga que até agora tem vindo a ser dominada pelas quatro principais equipas na modalidade e que iria sempre deixar um dos candidatos para trás numa fase inicial da competição.

FC Porto vence clássico com Benfica e apura-se para final da Taça de Portugal (ainda relativa a 2019/20)

É que, após esse desaire na prova rainha do calendário de 2019/20 que foi jogada já no início desta temporada, a equipa de Carlos Lisboa teve uma entrada forte no Campeonato ao vencer na Madeira o CAB por 92-66, seguindo-se um triunfo caseiro frente ao Imortal por 97-84 e mais duas vitórias como visitante diante de Académica (93-74) e Barreirense (92-79). Já a formação de Moncho López, que chegava com um jogo em atraso, teve dois triunfos mais apertados frente a Académica (fora, 62-55) e V. Guimarães (76-71), antes da vitória com a Ovarense no Dragão Arena por 95-55, naquele que foi o resultado mais expressivo da temporada.

Agora, num encontro com características diferentes da meia-final da Taça de Portugal, o FC Porto não quebrou depois da forte reação do Benfica e ganhou por 88-79, mantendo o registo 100% vitorioso na fase regular da Liga e aplicando também o primeiro desaire dos encarnados na competição. O poste americano Larry Gordon, com 26 pontos e 14 ressaltos, foi considerado o MVP da partida que voltou a ser disputada sem público.

Os dragões tiveram uma entrada muito melhor em campo, com os lançamentos exteriores a saírem e a colocarem o resultado com uma diferença de oito pontos que começou depois a ser gerida com a melhoria dos encarnados, com um início desastroso e um parcial de 8-0 a abrir. Carlos Lisboa teve de parar o encontro com a partida em 20-7 mas nem isso teve um resultado imediato, com o FC Porto a fechar o primeiro período a ganhar por 26-11 com um último lançamento de Pedro Pinto no final. Com Rafael Lisboa a dar outra qualidade nas opções ofensivas, houve sinais de recuperação no arranque do segundo parcial, José Silva e Fábio Lima melhoraram no tiro exterior, os dragões foram respondendo na mesma moeda por Max Landis mas os últimos minutos com uma defesa mais agressiva e outra capacidade ofensiva permitiram reduzir a desvantagem para quatro pontos ao intervalo (45-41).

As equipas estavam a aproximar-se e bastaram dois minutos para tudo voltar à estaca inicial com um triplo de Betinho Gomes a fazer o empate a 47, antes de Eric Coleman “sacar” uma falta ofensiva e fazer depois o bloqueio para Scott Lindsay converter mais um tiro exterior para dar a primeira vantagem do jogo aos encarnados numa altura em que os comandados de Carlos Lisboa superaram os 50% nos triplos (7/13). Com o Benfica mais forte nas ações ofensivas e o FC Porto a dominar as tabelas nos ressaltos, as defesas começavam a ganhar outro peso, como iria refletir na vantagem de apenas um ponto dos azuis e brancos no final do terceiro período (62-61). Tudo iria ser definido nos últimos dez minutos, onde os visitantes foram mais fortes, aproveitaram também mais erros ofensivos dos encarnados e embalaram para uma vitória justa no cômputo geral por 88-79.