O PCP nos Açores, que perdeu representação parlamentar nas eleições de 25 de outubro, considera que a indigitação do presidente do PSD para formar governo “não é separável” da governação do PS na região desde 1996.

“O surgimento deste novo quadro político institucional não é separável da governação do PS, da ausência de resposta aos problemas regionais e da arrogância no exercício do poder nestes 24 anos. Foi a sua política que abriu espaço a aproveitamentos por parte de quem escondeu os seus verdadeiros projetos e explorou demagogicamente a acumulação de problemas não resolvidos”, consideram, em nota à imprensa, os comunistas, liderados nos Açores por Marco Varela.

Concorrendo com o partido ecologista Os Verdes, na coligação CDU, o PCP, que em 2016 tinha eleito um deputado, mas falhou igual objetivo nas eleições de outubro, diz-se “inquieto” quanto ao “futuro da vida política regional, e em particular no que diz respeito aos direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores açorianos”.

“Sem ilusões sobre o que representaria a governação do PS, agravada ainda pela ausência de representação parlamentar do PCP, a formação de um governo que associa numa frente política reacionária não só a direita, mas também a extrema-direita, é particularmente preocupante”, lê-se ainda no texto enviado à imprensa.