Depois de uma jornada adiada, o Campeonato de hóquei em patins voltava com um jogo grande entre Sporting e FC Porto, motivados pelos triunfos em Barcelos e frente ao Juventude da Viana durante a semana. No entanto, e tendo em conta a classificação, o peso do clássico para a classificação na fase regular era diferente, por todos os resultados de ambos os conjuntos até ao momento numa temporada que continua a ser muito atípica, sem presença de adeptos nos pavilhões e com outros condicionamentos como o adiamento das provas europeias.

Benfica e Sporting empatam primeiro dérbi da temporada na Luz num jogo com guarda-redes em destaque

Após uma vitória mais complicado do que era esperado em Almeirim frente ao Tigres, os leões venceram o duelo caseiro com a Oliveirense, empataram o dérbi na Luz e somaram depois duas goleadas com Famalicense (10-2) e Turquel (7-2) antes do triunfo na sempre difícil viagem a Barcelos. Já o FC Porto, que começou com uma pesada derrota fora com o Benfica (7-3), continuou a procurar o seu melhor momento daí para a frente, com triunfos por margens apertadas com Famalicense e Turquel antes do empate com o Óquei de Barcelos. Até por isso, o clássico surgia como um barómetro para essa reação dos azuis e brancos, que corriam o risco de ficar já a nove pontos dos leões (com um jogo em atraso) com apenas oito jornadas realizadas, uma adiada pelo meio.

Seis meses depois, o hóquei em patins voltou: e o Benfica venceu o FC Porto na Luz no arranque do Campeonato

No entanto, aquilo que se viu acabou por ser o contrário: um FC Porto a correr sempre atrás do prejuízo, a facilitar nas bolas paradas (mais perdulário do que é normal) e a perder por 4-2 numa jornada que isolou ainda mais o Sporting mas também o Benfica, que conseguiu virar o jogo de 1-3 para 5-3 em Oliveira de Azeméis nos últimos 15 minutos e aplicou a terceira derrota da temporada à Oliveirense, que fica assim a sete pontos da liderança enquanto os encarnados mantêm os três pontos de atraso em relação ao conjunto verde e branco.

Já depois de Ferran Font ter desperdiçado um livre direto por falta de Reinaldo Garcia sobre Toni Pérez (7′), Paulo Freitas lançou em campo Telmo Pinto e seria o internacional contratado em 2019 aos azuis e brancos a desbloquear o resultado, marcando o primeiro golo aproveitando uma bola solta na área (9′) e dando a Pedro Gil a possibilidade de aumentar a vantagem com remate sem hipóteses para Xavi Malián (11′). Guillem Cabestany parou o encontro para corrigir erros e serenar a equipa, os dragões conseguiram criar outro tipo de perigo junto da baliza de Ângelo Girão (sobretudo com Gonçalo Alves como jogador mais inconformado entre os visitantes) mas foram os leões a terem ainda a melhor oportunidade antes do intervalo, com Malián a defender um penálti de Pérez (19′), num final com ânimos mais exaltados que obrigou a que as equipas saíssem em separado para o balneário.

A segunda parte começou praticamente com o golo do FC Porto, por Gonçalo Alves de penálti (28′), e tudo ficava mais em aberto para o que se seguia, mesmo com Cabestany a não contar com o português alguns minutos após um lance onde foi atingido na cara e ficou com muitas queixas. Girão e Malián foram brilhando nas duas balizas, comprovando que são dois dos melhores guarda-redes da atualidade entre duas das melhores equipas europeias da atualidade, e as bolas paradas iriam assumir mais uma vez importância vital no resultado, com Toni Pérez a fazer a décima falta dos leões, Girão a defender o livre direto de Gonçalo Alves antes de cometer penálti para nova defesa a meio do segundo tempo e Romero, na sequência também da décima falta dos azuis e brancos, a fazer o 3-1 de livre direto (37′). Cocco iria ainda desperdiçar mais um livre direto para os portistas, antes de Romero ampliar a vantagem num jogada individual (45′) e Gonçalo Alves fechar as contas em 4-2 no último minuto.