O futuro do planeta está na ordem do dia e depende de cada um de nós. Os resíduos que produzimos têm um impacto direto no ambiente e não podemos continuar a ignorá-los… Portugal já deu alguns passos importantes na gestão de recursos, o problema é que são necessários mais portugueses a fazer a sua parte. Mostramos-lhe os bastidores da atividade de uma entidade que todos os dias trabalha por um planeta melhor: a EGF (Environment Global Facilities). O que, provavelmente, desconhece é que a eficácia do seu trabalho depende essencialmente de si.

EGF faz a diferença em 174 municípios

São 11 as concessionárias da EGF que, em 174 municípios, tratam e valorizam os resíduos urbanos que produzimos diariamente nas nossas casas e que são recolhidos nos diferentes ecopontos distribuídos pelo País – o verde, o azul e o amarelo.

Todos os resíduos, depois de recolhidos, são sujeitos a um rigoroso processo de triagem, com o objetivo de eliminar potenciais contaminantes que possam degradar os materiais passíveis de reciclagem mas também com a finalidade de otimizar a separação que foi previamente feita pelos cidadãos. Os procedimentos usados no processo de triagem são os mais avançados, contudo, esta missão da EGF só pode ser cumprida se cada um de nós também agir.

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De acordo com Marta Guerreiro, administradora executiva de uma das concessionárias da EGF, a Valorlis, em Portugal, «ainda há um longo caminho a percorrer». «Precisamos que, cada vez mais, se coloquem nos contentores de recolha seletiva todos os materiais que são passíveis de reciclagem», alerta a especialista.

Os bastidores: da recolha à reciclagem

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O trabalho diário da EGF começa pela recolha seletiva. Os resíduos que são depositados nos diferentes ecopontos são recolhidos e transportados até à unidade de triagem onde se faz otimização da separação de embalagens que é previamente feita pelos cidadãos. Os três tipos de resíduos – papel e cartão, vidro e embalagens de plástico e metal – são submetidos a procedimentos de triagem, mecânicos e manuais, que permitem fazer uma separação ainda mais seletiva destes resíduos.

O papel, o vidro e o plástico passam por processos diferentes. Enquanto que o vidro é apenas depositado num silo, a partir do qual é enviado periodicamente para retomadores licenciados, o papel, o cartão, o plástico e o metal são sujeitos a um processo de triagem. Na unidade de triagem das concessionárias da EGF, os resíduos provenientes do ecoponto azul passam por uma triagem onde são retirados alguns contaminantes, antes de serem compactados e só depois são enviados para a reciclagem.

Já os resíduos que provêm do contentor amarelo sofrem um processo de triagem mais complexo. Através de procedimentos mecânicos específicos e de uma equipa de controlo de qualidade manual, todos os resíduos de plástico, metal e pacotes de bebida são separados de acordo com a sua categoria para então depois serem prensados, à semelhança do que acontece com o papel e o cartão, e finalmente enviados para a reciclagem: o seu destino final, onde são transformados em novos produtos.

A EGF tem ainda como missão o tratamento e a valorização dos resíduos indiferenciados e biodegradáveis, aqueles que habitualmente apelidamos de «lixo comum» e que podem ser transformados em fertilizantes agrícolas e energia elétrica. O grande objetivo da sua atividade passa por diminuir o volume de resíduos indiferenciados, diminuindo também o impacto da sua degradação no ambiente, e aumentar o volume daqueles que são recolhidos de forma seletiva (o papel e o cartão, o vidro e as embalagens de plástico e metal).

Temos de duplicar o volume de resíduos que reciclamos

Segundo dados da EGF, apenas 11 por cento dos 5 milhões de resíduos que são produzidos no nosso País são recolhidos de forma seletiva e para atingir as metas estipuladas, seria necessário duplicar este valor. Pode ser um objetivo ambicioso mas é essencial para o futuro do nosso planeta e só depende de uma pequena mudança na nossa rotina: colocar os resíduos no contentor certo.

Só esta alteração de comportamento irá permitir aumentar a recolha seletiva que é feita pela EGF e, dessa forma, diminuir o impacto destes resíduos no ambiente. Marta Guerreiro lembra que o ideal seria que, num futuro próximo, «o volume de resíduos recolhidos de forma seletiva fosse muito superior ao dos resíduos indiferenciados».

O próximo passo passa pela reciclagem dos bioresíduos para diminuir o impacto da sua degradação no ambiente e otimizar ainda mais a sustentabilidade dos produtos que consumimos. «A recolha seletiva é a grande tendência. O objetivo é que se envie cada vez menos resíduos para o aterro [o último recurso para o destino final dos resíduos urbanos recolhidos pela EGF] e que todos os outros resíduos que se consigam valorizar sejam reciclados», antecipa Marta Guerreiro.

A campanha de sensibilização da EGF atualmente em curso: «O futuro do planeta não é reciclável» vem relembrar a responsabilidade que todos temos na preservação do nosso planeta. Já pensou no impacto negativo que os resíduos que produzimos podem ter, se não adotarmos este gesto tão simples que é somente usar o contentor certo? Os recursos do planeta não são inesgotáveis.

No final de contas, este é um papel que está apenas nas nossas mãos e que não pode ser feito por mais ninguém. Em causa está a sustentabilidade do planeta a longo prazo e, consequentemente, o futuro das próximas gerações.