Marcelo Rebelo de Sousa já reagiu à morte de Cruzeiro Seixas lembrando a “vida longa e livre” do artista, “uma figura multímoda da cultura portuguesa”.

Numa nota publicada no site da presidência, Marcelo refere-se a Cruzeiro Seixas como parte de uma geração que “revolucionou o nosso panorama artístico e literário”.

“Nas pinturas, desenhos, colagens e objetos de Cruzeiro Seixas, como na sua considerável produção poética, o mundo reencanta-se: é uma vez mais maravilhoso, insólito, fantástico, enigmático. A sua imaginação soberana é uma imaginação de encontros (encontro de textos, de pessoas, de imagens), uma poética de encontros. Mais do que um «cadáver esquisito», feito de elementos diversos, é um vivíssimo corpo em metamorfose, com uma «volúpia da vitalidade» que lhe confere unidade na diversidade, através das décadas e dos diferentes registos plásticos e poéticos”, escreve o Presidente da República.

A terminar, Marcelo usa as palavras do próprio para fazer uma última homenagem ao artista. As obras de Cruzeiro Seixas, para citar versos seus, «sabem ler nos mapas mais secretos / e de olhos vendados / o intensíssimo / amor dos relâmpagos». É esse segredo nunca desvendado, esse amor dos relâmpagos, que devemos a Mestre Cruzeiro Seixas”, remata.