O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) em Portugal está a acompanhar o caso do rapto de uma portuguesa ocorrido esta segunda-feira de manhã na cidade da Matola, arredores de Maputo, anunciou fonte oficial.

O MNE “confirma o rapto de uma cidadã portuguesa” e está “em contacto com a família e com as autoridades policiais locais” através da embaixada e do consulado-geral em Maputo, acrescentou a mesma fonte.

A vítima, Jessica Pequeno, 27 anos, é filha de um casal proprietário do restaurante Burako da Velha, onde trabalha, segundo as autoridades.

A jovem foi raptada por um grupo desconhecido entre as 7h e as 8h locais (entre as 5h e as 6h em Lisboa), na rua da sua residência, na cidade da Matola, momentos após sair de casa, disse à Lusa a diretora provincial do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), Benjamina Chaves.

Destacámos de imediato uma unidade da polícia para o local e prosseguem investigações para a localização da vítima e dos raptores. É uma situação preocupante e, pelo menos ao nível da província de Maputo, é a primeira vez que a vítima é uma mulher jovem”, acrescentou Benjamina Chaves.

Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram um total de 10 raptos, cujas vítimas são empresários ou seus familiares.

Em julho, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, foi alvejado e ferido ao sair do seu escritório, na baixa da capital, num caso ainda por esclarecer. Em outubro, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas atividades em protesto contra a onda de raptos no país.

“Esta é uma manifestação dos indignados, mas ao mesmo tempo é um apelo coletivo para que o Estado moçambicano, de uma vez por todas, apresente resultados concretos, consistentes e palpáveis na luta contra este mal”, declarou, na altura, o empresário Zeyn Badati, em representação do grupo, durante uma conferência de imprensa na cidade da Beira.