A Polícia Local de Roma identificou o homem responsável por escrever a palavra “Geco” em inúmeras paredes e muros da capital portuguesa, assim como de muitas outras cidades da Europa. Já tinha sido alvo de processos em Portugal pelas pinturas.

A investigação começou há cerca de um ano e culminou agora com a identificação de Lorenzo Perris, um homem de 30 anos, residente no bairro de Prenestino, avança o jornal La Repubblica. A detenção de Geco ocorreu entre a noite de sábado e domingo, tendo ficado posteriormente em liberdade. Durante a investigação, “mais de mil autocolantes, dezenas de latas de spray, ferramentas técnicas” e “equipamentos eletrónicos” foram apreendidos pelas autoridades.

No Facebook, Virginia Raggi, presidente da Câmara Municipal de Roma, elogiou a ação da polícia.

Ele manchou centenas de paredes e edifícios em Roma e noutras cidades europeias, que eram limpos com o dinheiro dos cidadãos. Uma situação que não é tolerável”, escreveu.

Em abril de 2020, a polícia italiana tinha pedido ajuda à associação de moradores Vizinhos em Lisboa para tentar identificar o autor. Meses antes, o Ministério Público arquivara uma queixa da associação contra o graffiter.

Em 2018, numa entrevista ao jornal lisboeta O Corvo, Geco assumiu-se como um “bomber”, cujo principal objetivo era “espalhar” o seu nome. “O primeiro objetivo do bomber é a quantidade, a qualidade vem depois”, afirmou. Apaixonado por Lisboa, onde viveu durante algum tempo, tinha Xabregas, Marvila, Beato e a Bela Vista como zonas preferiras para pintar porque “as pessoas não se importam realmente com o graffiti lá”. Durante o dia, as ruas “estreitas” da Mouraria eram o seu local de eleição.