Manuel Pestana Machado, jornalista da secção de Tecnologia e Startups do Observador, venceu a categoria Nacional Escrito do Prémio Nacional de Jornalismo de Inovação com a reportagem “Estes portugueses querem acabar com as caixas de supermercado“, publicada a 19 de março de 2019. Este prémio é uma iniciativa da Agência Nacional de Inovação.

Estes portugueses querem acabar com as caixas de supermercado

Na categoria Nacional Áudio, a distinção foi atribuída ao jornalista da Rádio Renascença, André Rodrigues, pela reportagem “ColRobot quer revolucionar setor automóvel e aeroespacial“. No âmbito da comunicação regional, o prémio foi atribuído ao trabalho “Marcelo vem conhecer Catamarã eletrosolar algarvio em Vilamoura”, assinado por Bruno Filipe Pires, jornalista do Barlavento, o semanário regional do Algarve.

“Isenção, profissionalismo, excelência e inovação. São as palavras que caracterizam os três projetos jornalísticos que se destacaram na 3ª edição do Prémio Nacional de Jornalismo de Inovação (PNJI), que volta a distinguir jornalistas e trabalhos que, em 2019, contribuíram para a divulgação de inovação de base científica e tecnológica desenvolvida em Portugal”, lê-se no comunicado de imprensa enviado pela ANI.

Os vencedores foram anunciados nesta quarta-feira, em Évora, pela ANI, num evento que contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves. O prémio pretende suprir uma lacuna na distinção de trabalhos jornalísticos no domínio da inovação de base científica e tecnológica. Os vencedores recebem um prémio monetário no valor de quatro mil euros cada.

Além das categorias premiadas, foi também atribuída uma Menção Honrosa Academia ao trabalho “Tecnologia portuguesa mede radioatividade do Tejo em tempo real”, produzido por Mariana Nogueira Miranda, do Jornal Universitário do Porto.

A ANI também atribuiu uma Menção Honrosa especial ao jornalista Duarte Baltazar, da RTP, pela reportagem “O Despertar da Ilha”, que aborda a temática de Inovação Social. Esta menção não está prevista no regulamento do PNJI.

“Portugal é hoje reconhecido em todo o mundo pela sua capacidade de inovação. Todos os dias nascem negócios com enorme potencial de desenvolvimento ou projetos concebidos por empresas que pretendem liderar nas suas áreas de negócio e que, por isso, investem em I&D colaborativa. Quer as empresas, quer as instituições de ensino superior e de investigação, estão cada vez mais empenhadas em contribuir para uma economia sustentável e para uma sociedade que oferece maior bem-estar aos cidadãos. No entanto, esta realidade só tem uma forma de chegar ao grande público: através da comunicação social”, recorda o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Inovação, Eduardo Maldonado.

Os vencedores foram selecionados com base na votação do público, que decorreu no site da ANI, e do júri, cada uma com peso de 50%. Nas duas edições anteriores do prémio de inovação, a jornalista e editora do Observador, Ana Pimentel, também foi uma das finalistas.

A terceira edição do prémio contou com o apoio da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e do Sindicato de Jornalistas, que, juntamente, com o COMPETE 2020 e a ANI, compuseram o júri. É ainda promovido no âmbito do SIAC – Iniciativa de Transferência de Conhecimento, cofinanciada pelo COMPETE 2020, através do Portugal 2020 e do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.