168, 102, 100. A tática de Cristiano Ronaldo para o jogo com Andorra foi diferente do normal mas não deixou de ser recheada de recordes e registos históricos. Logo à partida, assim que entrou em campo no início da segunda parte, o avançado chegou à 168.ª internacionalização e tornou-se o terceiro jogador europeu com mais jogos pela seleção, ultrapassando o letão Astafjevs e ficando apenas atrás de Buffon e Sergio Ramos. Depois, já aos 85 minutos, chegou aos 102.º golo por Portugal, aproximando-se ainda mais dos 109 de Ali Daei. E no final da partida, com a goleada confirmada, chegou às 100 vitórias pela Seleção Nacional.

A noite bonita de Neto e do amigo João Paulo, que ficaram com uma história para contar quando forem avós (a crónica do Portugal-Andorra)

Tudo isto no dia em que Portugal voltou a marcar sete golos num jogo, quatro anos depois de o ter feito contra a Estónia, e em que Fernando Santos alcançou o melhor balanço de golos marcados e sofridos da Seleção desde 2009. A seleção portuguesa não sofre qualquer golo há cinco jogos, algo que não acontecia desde que era Carlos Queiroz o selecionador. O registo a bater tem já mais de 20 anos, quando entre 1998 e 1999, e com Humberto Coelho, Portugal passou oito jogos sem sofrer golos.

Também esta quarta-feira, João Moutinho chegou às 127 internacionalizações por Portugal e igualou Luís Figo como o segundo jogador que mais vezes representou a Seleção — nesta janela de compromissos, o médio do Wolves deve mesmo superar o antigo capitão português e ficar apenas atrás de Cristiano Ronaldo nesta tabela.

Já depois do jogo, Fernando Santos reconheceu que o resultado contra Andorra foi o esperado. “O jogo foi interessante. Obviamente que era contra uma equipa muito defensiva e era preciso ter paciência para encontrar espaços, mas a equipa esteve bem nesse aspeto. Houve foi ansiedade de fazer golos e faltou um bocadinho. Mas foi um jogo bem conseguido”, explicou o selecionador nacional.

“Tínhamos de dar minutos aos jogadores. O Moutinho, por exemplo, tem jogado pouco e por isso foi dos que mais jogou, tirando a linha defensiva. Depois quisemos colocar também o Danilo na sua posição, o William também precisa de mais ritmo. Tínhamos dois jogadores que já têm jogado mais nas suas equipas, o Sérgio Oliveira e o Renato Sanches. Têm jogado sistematicamente e portanto foi isso que fizemos. Por um lado, encontrar equilíbrios físicos na equipa e dar ritmo a alguns”, acrescentou Fernando Santos, garantindo que no sábado, contra França e entre Ronaldo, Félix, Bernardo e Jota, só três vão jogar de início.

Também Paulinho, que bisou na primeira internacionalização, afirmou que esta foi “uma noite perfeita”. “Perfeita para mim que marquei e para a equipa que ganhou. Marcámos muitos golos por isso é… Perfeito”, disse. “Senti-me muito bem. Logo no primeiro dia receberam-me bem apesar de termos jogadores com uma qualidade incrível. Eles também são extremamente humildes e esta receção ajudou a tornar tudo mais fácil no campo (…) Eu quero estar disponível. Este é o momento mais importante da minha vida. Não estava à espera de uma noite tão perfeita”, concluiu o avançado do Sp. Braga.