Oito entidades ligadas à ciência e ao desenvolvimento formalizaram esta quinta-feira, em Guimarães, uma “aliança” para a conceção e criação de novos produtos e serviços de valor acrescentado, numa primeira fase essencialmente na área da saúde.

Ricardo Machado, presidente do laboratório colaborativo DTx, anunciou que aquela aliança já está a trabalhar na conceptualização de um capacete que vai ajudar a complementar a visão humana.

O que se pretende é que o capacete ajude o humano que o usa a complementar o que ele vê com os seus olhos com o que os sensores captam”, explicou.

Segundo Ricardo Machado, o capacete poderá ser usado na área da saúde, mas também terá um outro vasto conjunto de utilizações, como, por exemplo, na manufatura, para detetar defeitos.

“É um mote para começar a discutir como conseguimos fundir tecnologias em vários domínios que se tornem num produto com condições de ser comercializado, associado a fatores como o custo e a sustentabilidade energética”, acrescentou.

A aliança esta quinta-feira formalizada é composta pelo DTx, CEiiA, 4LifeLab, Centro de Computação Gráfica, DONE Lab, Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros, Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde e Centro Clínico Académico.

Estas entidades, seis das quais pertencem à Universidade do Minho, decidiram concertar esforços para o desenvolvimento de novos produtos e serviços de valor acrescentado, numa primeira fase na área da saúde. Na génese da parceria, esteve a experiência que levou à criação do ventilador português Atena.

Recentemente, houve um subconjunto destas entidades que criaram um projeto e que estiveram envolvidas no famoso equipamento português de auxílio à respiração assistida. E essa foi a génese para alargar”, disse Ricardo Machado.

O consórcio já tem tido “reuniões informais” para discutir formas de cooperação, mas, como sublinhou aquele responsável, dentro de “algum tempo” já haverá “sinais mais visíveis daquilo que é a sua capacidade de interação”.