Um movimento informal de profissionais da restauração, hotelaria, bares, discotecas e cultura exigiu esta quinta-feira a atribuição de apoios que permitam mitigar o impacto da pandemia, como a isenção da TSU até junho, convocando ainda manifestações para sexta-feira e sábado.

Durante meses suportámos encargos como água, luz, renda, impostos, salários, internet, telefones, sistemas de faturação e fornecedores. Durante meses aguardámos a luz no fundo do túnel, sem saber quando e como reabriríamos. Em maio permitiram-nos abrir. Desde maio, nada foi como dantes”, lê-se no manifesto deste movimento.

No documento, os profissionais garantiram ter cumprido todas as regras e limites impostos pelo Estado, sem qualquer mudança ao nível dos seus deveres e obrigações.

“Vivemos num Estado social. Pagamos os nossos impostos e contribuições para que, em caso de necessidade, estejamos protegidos. E exigimos, agora, essa proteção”, vincaram os profissionais.

Neste sentido, o movimento exige a adoção de medidas como apoios financeiros a fundo perdido para compensar os prejuízos acumulados no setor dos bares e discotecas, eventos, restauração, comércio e fornecedores, apoios para a restauração e comércio pela redução de horários, cuja reposição reclamam para os restaurantes, bares e comércio local.

Por outro lado, reclamam a isenção da taxa social única (TSU) até ao final de junho de 2021, a redução da taxa de IVA até 31 de dezembro do próximo ano, apoio ao pagamento das rendas, a “injeção direta” de fundos nas empresas “sem a exigência de ter as finanças e a segurança social em dia”, o regime de layoff para sócios-gerentes independentes ou o pagamento em seis prestações do IVA automaticamente aprovado.

Estes profissionais querem ainda apoios a fundo perdido à manutenção dos postos de trabalho e às tesourarias das empresas, o “reforço imediato” das linhas de crédito, a isenção de impostos nas rendas dos imóveis, durante a proibição de exercício da atividade, o prolongamento dos contratos de arrendamento por mais três anos, a anulação de multas pelo pagamento atrasado de impostos, assim como o prolongamento dos apoios da Segurança Social aos trabalhadores independentes.

Estes trabalhadores convocaram ainda uma manifestação para sexta-feira, às 16h, nos Aliados, Porto, e outra no sábado, pelas 12h30, no Rossio, em Lisboa. No sábado, está decretado um recolher obrigatório a partir das 13h.