O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, está prestes a dar um passo histórico e nomear, pela primeira vez, uma mulher para chefiar o Pentágono. Segundo a Associated Press, uma veterana politicamente moderada, está na linha da frente para ser a secretária da Defesa da futura Administração Biden.

Flournoy será uma escolha vista como natural após um período conturbado do mandato de Donald Trump, em que cinco pessoas ocuparam o cargo. Ainda há cinco dias Donald Trump demitiu Mark Esper no cargo — após este discordar do uso de militares para reprimir agitação civil — e substituiu-o pelo diretor do centro nacional de contraterrorismo, Christopher Miller.

Michele Flournoy já tinha sido hipótese dos democratas para o cargo e seria a escolha favorita de Hillary Clinton caso a antiga candidata democrata tivesse ganho as eleições de 2016. A favorita ao lugar de secretária da Defesa tem 59 anos e esteve várias vezes ao serviço no Pentágono desde a década de 1990. Entre 2009 e 2012, durante a Administração Obama, foi subsecretária de Defesa. Atualmente, Flournoy faz parte da administração da Booz Allen Hamilton, uma consultora que presta serviços para Departamento de Defesa, o que pode suscitar dúvidas do Congresso, embora a AP antecipe que, por ser moderada, seja fácil de garantir um apoio bipartidário (de republicanos e democratas).

Outro nome forte para ocupar o cargo é o antigo chefe de Segurança Interna Jeh Johnson, embora Flournoy seja mais favorita para ocupar o cargo. Além de ser mulher e moderada, o que é relevante para a Administração que Biden quer criar, Michele Flournoy será a pessoa indicada para investir na política externa e na ideia de os EUA voltarem a ser um “parceiro confiável” para os países aliados, capital de confiança que se terá deteriorado durante o mandato de Donald Trump.