À entrada para a penúltima jornada do Grupo B da Liga A da Liga das Nações, só uma equipa não tinha qualquer hipótese de chegar à final four: a Islândia, que juntava essa desilusão ao facto de ter falhado o apuramento para o Europeu na semana passada, eliminada pela Hungria (que completou o grupo de Portugal). Ou seja, a poucos dias de todas as decisões, Inglaterra, Bélgica e Dinamarca ainda podiam garantir um dos lugares vagos na final four da competição.

Os belgas recebiam os ingleses, os islandeses visitavam os dinamarqueses à mesma hora. No primeiro jogo, apesar de tudo, a pressão estava do lado da equipa de Gareth Southgate: uma derrota significava logo à partida que Inglaterra ficava sem qualquer hipótese matemática de chegar à final four e deixava a Bélgica a um passo de conseguir precisamente esse objetivo. Do lado belga, de forma natural, Jan Vertonghen era titular no eixo defensivo: o central do Benfica que na concentração da seleção pediu ao colega Mertens, do Nápoles, para lhe cortar o cabelo e publicou depois o resultado nas redes sociais. Desprovida de Hazard, que ainda está infetado com Covid-19, a equipa orientada por Roberto Martínez jogava com Lukaku na frente de ataque e De Bruyne e Thorgan Hazard como principais referências criativas.

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Do outro lado, o capitão Harry Kane era apoiado por Jack Grealish e Mason Mount, enquanto que Henderson, Declan Rice, Ben Chilwell e Trippier formavam a linha intermédia. No banco, Southgate tinha ainda nomes como Jadon Sancho, Calvert-Lewin, Phil Foden e o jovem Jude Bellingham, numa pequena amostra da enorme qualidade da geração atual de jogadores ingleses. Algo que, só por si, não ganha jogos. Em campo, a Bélgica abriu o marcador ao passar dos primeiros 10 minutos, com um remate de fora de área de Tielemans na sequência de uma perda de bola de Inglaterra na saída a jogar (10′). Os ingleses reagiram e até ficaram perto do empate, principalmente através da criatividade de Jack Grealish e da presença de Kane na área, mas a sorte voltou a sorrir ao conjunto belga. Na conversão de um livre direto, quando todos esperavam que fosse De Bruyne a bater, Mertens atirou de pé direito e surpreendeu Pickford (23′), aumentando a vantagem da seleção de Roberto Martínez que lidera o ranking da UEFA.

No fim da primeira parte, e já depois de Gareth Southgate sofrer outro revés ao ser obrigado a trocar um lesionado Chilwell por Bukayo Saka, a Bélgica estava a vencer Inglaterra principalmente graças à enorme eficácia que demonstrou, com dois golos em dois remates. Em Copenhaga, a Dinamarca também vencia a Islândia ao intervalo, com um golo solitário de Eriksen de grande penalidade (12′).

No início da segunda parte, Winks entrou para o lugar de Henderson na seleção inglesa e Roberto Martínez não fez qualquer alteração. O resultado prolongou-se com o avançar do relógio mas Southgate só voltou a mexer a cerca de 20 minutos do final, para lançar Sancho e Calvert-Lewin. Nada mudou até ao fim e a Bélgica venceu mesmo Inglaterra, deixando os ingleses já sem qualquer hipótese de apuramento para a final four. Em Copenhaga, a Dinamarca ainda apanhou um susto, com um golo de Kjartansson já nos instantes finais (85′), mas uma nova grande penalidade convertida por Eriksen nos descontos garantiu a vitória (90+2′). Os dinamarqueses, que estão no segundo lugar do grupo com menos dois pontos do que os belgas, vão assim lutar com a seleção de Roberto Martínez por um dos lugares vagos na fase final — à Bélgica, porém, basta apenas empatar para garantir essa qualificação.