O presidente da Federação Académica do Porto revelou esta segunda-feira que já apelou ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para consignar verbas, a fundo perdido, do Programa de Recuperação e Resiliência para construir residências estudantis na cidade.

Um apelo que eu deixei ao senhor ministro [da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor] foi para que fossem consignadas a fundo perdido verbas do Plano de Recuperação Económica da União Europeia para a construção de residências. Estamos a falar de 20 ou 20 milhões que podem resolver o problema para 20 ou 30 anos (…). É preciso é vontade. Quando houve vontade o homem também foi à Lua. Nós, quando temos vontade, conseguimos fazer as coisas”, declarou o presidente da Federação Académica do Porto (FAP), Marcos Teixeira Alves.

Em entrevista à agência Lusa, no âmbito do fim do seu mandato à frente da FAP, Marcos Teixeira Alves alertou que quando a “pandemia for embora” e “quando as coisas estabilizarem”, vai continuar a haver “pouca oferta pública” para alojamento estudantil a preços controlados.

“Não vamos conseguir arrefecer o mercado, a não ser que durante este tempo comecemos já a construir residências”, diz, considerando que se a formação e a qualificação são os principais pilares do novo Programa de Recuperação Económica da União Europeia não deverá “ser difícil” enquadrar verbas a fundo perdido para construir residências para os estudantes do ensino superior.

No final de julho, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, anunciava um acordo entre os 27 Estados-Membros, sobre um plano de relançamento económico dos países e setores mais afetados pela pandemia de Covid-19 de 750 mil milhões de euros, ao qual chamou de “Next Generation EU”.

O fundo de relançamento da economia, de 750 mil milhões de euros, servirá para apoiar a recuperação económica e social pelos danos causados pela pandemia de Covid-19, e é financiado por dívida comum contraída pela Comissão Europeia junto dos mercados em nome da UE, lê-se na página da Internet da Comissão Europeia.

Cerca de 70% das verbas para subvenções aos programas de reformas nacionais serão distribuídos em 2021-2022, de acordo com critérios de “resiliência”, como a população, o Produto Interno Bruto (PIB) e taxa de desemprego nos últimos cinco anos.