As estruturas concelhias do PCP de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim defenderam esta segunda-feira que as autoridades de saúde devem tomar “medidas preventivas” para combater o surto de legionella que afeta os três municípios.

Num comunicado conjunto, os representantes do PCP nestes concelhos do distrito do Porto consideram que “é possível evitar que possam surgir novos casos”, mesmo que ainda não se saiba em concreto a origem do foco de infeção.

Há simples medidas que podem ser tomadas, como o reforço de cloro na água para abastecimento público, o encerramento de torres de refrigeração de algumas empresas, a suspensão de atividades nos equipamentos desportivos, o apelo à população para desinfeção de chuveiros de suas casas, a não exposição a vapores, entre outras”, defenderam os comunistas.

Os elementos do PCP de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim apontaram, ainda, que “o Serviço Nacional de Saúde tem de assegurar os meios necessários para responder a esta situação [da legionella, mesmo tendo em conta o surto epidémico que o país atravessa”.

“O Grupo Parlamentar do PCP já dirigiu uma pergunta ao Governo a questionar de que forma está este a acompanhar o surto, que informações tem sobre a origem do mesmo e que medidas estão a ser tomadas para o rastreamento de possíveis infeções e prevenção das mesmas”, pode ler-se, também, no mesmo comunicado.

De acordo com a atualização feita pelos hospitais dos três concelhos na sexta-feira, o surto de legionella causou, desde 30 de outubro, oito mortos em 76 casos diagnosticados, 38 das quais continuavam internadas.

A doença do legionário, provocada pela bactéria Legionella pneumophila, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.