A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) lamentou esta segunda-feira que os militares da GNR tenham ficado excluídos do acesso gratuito à vacina da gripe, considerando tratar-se de uma opção que reflete “a pouca importância” dada à segurança.

“A APG/GNR teve conhecimento que a vacina da gripe foi disponibilizada gratuitamente para profissionais de alguns setores cuja atividade comporta risco de contágio, como por exemplo os profissionais de saúde ou os militares das Forças Armadas. Naturalmente que se tratam de opções corretas mas, o que é flagrante e inexplicável é que os profissionais da GNR tenham ficado excluídos”, refere aquela associação socioprofissional, em comunicado.

A APG/GNR considera “inexplicável que não tenham sido tomadas medidas no sentido de garantir a vacinação dos profissionais da GNR, que têm a seu cargo mais 90% do território nacional e exercem funções que obrigam a uma elevada exposição ao contágio”.

A associação lamenta esta opção que, “mais uma vez, parece refletir a pouca importância que se dá às funções de segurança pública em Portugal e ao bem-estar e saúde dos profissionais”.

Segundo esta associação socioprofissional, esta posição é assumido pelos “sucessivos chumbos a projetos-lei de saúde e segurança no trabalho apresentados para as forças de segurança”.