O Insignia, a maior berlina e a mais sofisticada da Opel, sempre foi um digno topo de gama, oferecendo uma carroçaria de dimensões mais generosas do que os seus rivais. E isto reflecte-se no volume interior habitável e numa bagageira com maior capacidade. Sucede que agora, depois da renovação a que foi sujeito, passou a oferecer novas motorizações, que lhe permitem preços substancialmente mais competitivos, em particular para as empresas.

Com um estatuto do segmento D (com um comprimento aproximado de 4,7 metros, que inclui generalistas como o Peugeot 508 e o VW Passat, além de modelos do segmento de luxo como o Audi A4, BMW 3 e Mercedes Classe C), mas um comprimento que o coloca em igualdade de circunstâncias com os veículos do segmento E, com mais de 4,9 metros de comprimento, similar aos BMW 5 e Mercedes E, o Insignia continua a brilhar entre os concorrentes em termos de dimensões.

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A grelha mais rasgada e as vantagens de recorrer a faróis com sistema LED permitem-lhe exibir um aspecto mais moderno e actual. Este é reforçado com o facto de anunciar uma aerodinâmica mais apurada, pois à carroçaria com linhas muito fluidas alia agora carenagem inferior e cortinas activas na grelha (não no GSi, o mais desportivo), o que coloca o Cx em 0,25 (na berlina de quatro portas), valor que contribui para incrementar a velocidade máxima e reduzir consumos e emissões.

Outros dos trunfos do novo Insignia, que continua disponível como berlina, denominada Grand Sport, e carrinha, apelidada Sports Tourer, tem a ver com as motorizações. A principal novidade é a inclusão do motor 1.5 Turbo D, um turbodiesel com três cilindros e 122 cv, que já conhecíamos no Astra e que reivindica médias de 4,6 l/100 km e 205 km/h de velocidade máxima. Para quem deseja ir um pouco mais longe, em termos de potência, a gama nacional do Insignia a gasóleo inclui ainda o motor 2.0 Turbo D, com 174 cv, que eleva o consumo para 7,3 litros e a velocidade para 228 km/h. Qualquer um dos motores diesel pode estar acoplado a uma caixa manual com seis velocidades ou uma automática convencional com nove relações.

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Ao contrário de outros fabricantes, que apostam decisivamente nos motores a gasolina, alguns com pequena capacidade e muitas vezes associados a mecânicas híbridas plug-in – que a Opel ainda não consegue oferecer nesta plataforma –, o Insignia apenas monta uma unidade a gasolina no mercado português, para atrair os condutores mais atrevidos. Trata-se de um 2.0 Turbo com 230 cv, reservado para a versão GSi, que se revela capaz de superar 100 km/h em 7,4 segundos, para depois atingir 237 km/h. O consumo anunciado é de 8,4 l/100 km mas, como sempre acontece nos motores sobrealimentados a gasolina, pode subir rapidamente caso se abuse do acelerador.

O interior é agradável e parece sólido, com o equipamento a variar consoante as versões. A mais acessível é a Business Edition, concebida para frotistas, para depois os GSi Line, Ultimate e GSi se revelarem os mais rebuscados e completos. Entre o equipamento proposto, destaque para os novos faróis Intellilux Pixel, de matriz LED, capazes de iluminar melhor a estrada sem encandear os outros veículos ou peões, além de um head-up display projectado no pára-brisas e o sistema FlexRide, que faz variar a dureza dos amortecedores consoante o modo de condução.

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A versão Business Edition é proposta por 35.860€, mais 1350€ para a Sports Tourer, com o preço a descer para 27.500€ para empresas e frotistas. Além da redução do valor, isto permite colocar o Insignia, com os seus 4,9 metros, no escalão mais baixo da Tributação Autónoma, com óbvias vantagens fiscais. Além disso, o modelo vai ser disponibilizado para empresas, em renting, por 399€ (48 meses/80.000 km) e por crédito para particulares, por um valor de 356€, com 20% de entrada e 72 meses.

O familiar da Opel, equipado com o motor 2.0 de 174 cv, é proposto na versão GS Line por valores a partir de 41.660€, com a caixa automática a exigir um investimento adicional de 4500€, para o mais desportivo GSi, com 230 cv, estar à venda por 55.160€.