A Juventude Popular, estrutura que representa os jovens do CDS-PP, desafiou esta quarta-feira o Governo a revelar o custo dos tratamentos aos doentes com Covid-19 “em cada fase” e defendeu que o setor privado deve ser pago “justamente”.

Os privados não são a ‘santa casa da misericórdia’ do Estado, devem ser pagos justamente pelo serviço público prestado, mas com rigor, sendo fundamental que o Ministério da Saúde faça as contas e diga quanto custa o tratamento Covid em cada fase”, refere o presidente da estrutura, Francisco Mota, em comunicado.

Reiterando que a JP “desde o primeiro momento de combate à pandemia defendeu que era necessário uma coordenação única do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e do setor particular e social“, o dirigente lamenta que “foram necessários sete meses, milhares de consultas adiadas, milhares de cirurgias canceladas e mais de 5.000 mortes não Covid para que [a ministra da Saúde] Marta Temido acordasse para a realidade e para a necessidade de contratualizar com o setor privado”.

“Uma incompetência gritante e uma fatura demasiado cara. A vida e a saúde dos portugueses não podem ser geridas com base em complexos ideológicos”, critica Francisco Mota, defendendo que está é “a única solução para travar o colapso do serviço de saúde em Portugal”.

O presidente da JP defende igualmente que “a ideia socialista que os cuidados de saúde prestados pelo Estado, através das unidades de saúde públicas, são gratuitos é uma mentira e uma ilusão”. Francisco Mota justifica esta ideia apontando que os cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde “são assegurados pelo pagamentos dos impostos dos contribuintes, ou seja por todos os portugueses”, e salienta que, “mais importante do que quem presta o serviço, é que os doentes sejam tratados e acompanhados”.

“Depois da falta de planeamento e articulação atempadamente com o setor privado social, é fundamental que esta contratualização à presa não se torne um pista aberta sem critério e escrutínio para uma boa gestão das contas públicas”, pede ainda o líder da JP.