É o quinto pior dia em número de novos casos de Covid-19 em Portugal e o pior em termos de internamentos, quer em cuidados intensivos quer em enfermaria. Há seis dias consecutivos que a pressão nos internamentos em unidades de cuidados intensivos (UCI) não para de aumentar. De acordo com o boletim diário divulgado pela DGS, a maior pressão continua a registar-se no Norte do país: 54 em cada 100 novos casos de infeção estão concentrados naquela região, seguido da região de Lisboa, que concentra 27% dos novos casos hoje registados.

Por partes. No dia em que se registam em Portugal mais 5.891 novos casos de infeção e mais 79 mortos, o país volta a aproximar-se do pico que registou na semana passada, a 13 de novembro, altura em que teve 6.653 novos casos num só dia. Esta quarta-feira foi o quinto pior dia em termos de novos casos de infeção, apenas superado pelos valores registados no dia 13, no dia 7, no dia 14 e no dia 15 de novembro. De lá para cá, ainda não conseguimos achatar a curva.

Os cinco piores dias de novos casos de Covid-19 em Portugal

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Dia 13 de novembro: 6653

Dia 7 de novembro: 6640

Dia 14 de novembro: 6602

Dia 15 de novembro: 6035

Dia 18 de novembro: 5891

Desde 1 de novembro, há mais 52% de doentes internados em UCI

Em relação aos internamentos, os números não param de aumentar e atingem esta quarta-feira novos máximos, tanto em enfermaria como em cuidados intensivos: 3.051 em enfermaria e 432 em UCI.

Há seis dias consecutivos que o número de internamentos em UCI não para de aumentar, ainda que nas últimas 24 horas só tenha aumentado uma pessoa. Já os internamentos em enfermaria registaram ontem uma diminuição de 12 doentes e hoje voltaram a registar um aumento de 23 doentes, o que faz com que também neste parâmetro se registe um novo máximo.

Como termo de comparação, basta ver que no dia 1 de novembro, há mais de duas semanas, havia 2.122 pessoas internadas em enfermaria e 284 em UCI. Duas semanas depois, esses números tiveram um crescimento de quase mil pessoas nas enfermarias (929, o que representa um aumento de 44%) e de mais 148 pessoas nas unidades destinadas aos doentes em estado mais grave, o que representa um aumento de 52% em pouco mais de duas semanas.

Norte concentra 54% dos novos casos, região Centro atinge o seu valor máximo

A região Norte continua a ter maior percentagem de novos casos e óbitos, sendo que Lisboa duplica face aos números registados ontem e a região Centro atinge um novo máximo.
Dos 5.891 novos casos registados hoje, 3.191 registaram-se na região norte do país (assim como 47 das 79 mortes). Ontem, o norte tinha tido um aumento de 2.941 casos, o que significa que não para de crescer. Na prática, 54 em cada 100 novos casos foram registados no norte do país.

Segue-se a região de Lisboa, que registou um aumento de 1.637 novos casos (do total de 5.891) e mais 16 das 79 mortes. Quase o dobro dos novos casos registados ontem, altura em que a região de Lisboa tinha tido um aumento de 812 novos casos de Covid-19. A região da Grande Lisboa representa assim 27% dos novos casos de infeção, o que significa que 27 em cada 100 pessoas infetadas nas últimas 24 horas são provenientes desta zona do país.

A região Centro vem a seguir: mais 791 novos casos, e mais 10 mortes. É o valor mais alto de sempre atingido nesta região: o máximo até aqui tinha sido de mais 749 novos casos, no dia 12 deste mês. O Alentejo, que tinha disparado no dia de ontem ao ter registado um aumento de 243 novos casos, regista hoje mais 133 casos. Cinco das 79 mortes registaram-se nesta região do país.

No Algarve, houve mais 119 novos casos e 1 morte. Nos Açores e na Madeira não houve óbitos nas últimas 24 horas, sendo que nos Açores contabilizam-se mais 19 casos do ontem, e na Madeira apenas mais um.

Maior parte dos óbitos tinha acima de 80 anos. Só dois homens tinham menos de 50 anos

Do total de 79 pessoas que morreram nas últimas 24 horas de Covid-19, só dois homens tinham entre 40 e 49 anos. A grande maioria dos óbitos registou-se em idosos com mais de 80 anos: 32 homens e 30 mulheres.

Na faixa etária dos 60 aos 69 anos morreram mais 2 homens e 4 mulheres, e na faixa etária seguinte (dos 70 aos 79 anos) morreram mais 7 homens e 2 mulheres.