Cerca de 300 agentes da Proteção Civil foram sinalizados para a realização de inquéritos epidemiológicos para rastreio de contactos de doentes com Covid-19. Segundo o Jornal de Notícias, o Ministério da Modernização do Estado e Administração Pública não adiantou quais as profissões destes agentes, mas podem ser militares, polícias, INEM, bombeiros e até sapadores florestais.

O Observador falou com associações sindicais de polícias e da proteção civil, que dizem ainda não terem sido informadas oficialmente, apesar de terem conhecimento de que a medida estava prevista.

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Em declarações à SIC, a ministra Alexandra Leitão considera, contudo, que estão de sobreaviso, até porque já tinha sido anunciado que os funcionários públicos iriam ser mobilizados para estas funções.

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Recorde-se que esta quarta-feira foi publicado um despacho em Diário da República relativamente ao reforço na capacidade de rastreio, onde se lê que serão “priorizados profissionais de saúde, seguindo-se os trabalhadores detentores de grau de licenciatura ou grau académico superior a este, de acordo com a afinidade da área de formação, e os trabalhadores detentores de 12.º ano de escolaridade ou curso equiparado”.

À SIC, a ministra indicou que estes agentes irão receber uma “curta formação” e orientações por parte das autoridades de saúde para poderem fazer inquéritos epidemiológicos e adiantou que até ao final do mês será “possível começar a ter pessoas no ativo”.

Além destes 300 agentes, outras 500 pessoas, sobretudo técnicos superiores de outros serviços do Estado, foram sinalizadas para o rastreio de contactos, adiantou a ministra da Modernização do Estado da Administração Pública ao jornal Público.