O colombiano de 26 anos, que foi terceiro classificado na Volta a Itália e na Volta a Espanha em 2018, abandona assim a Astana, formação que representou desde a sua subida a profissional, em 2015.

A contratação de López traz para à Movistar o talento de um dos melhores voltistas do pelotão, um ciclista capaz de aspirar a grandes resultados em cada corrida por etapas que disputa”, enaltece em comunicado a equipa espanhola, que conta nas suas fileiras com o português Nelson Oliveira.

Vencedor da Volta a França do futuro em 2014, o colombiano tem inscritas no seu palmarés vitórias na geral da Volta à Catalunha e da Volta a Suíça (2016), além de triunfos em provas como a Milão-Turim ou em etapas da Volta ao Algarve (venceu no alto do Malhão em fevereiro passado), Volta a Espanha ou Volta a França.

Estou muito feliz por fazer parte de uma das melhores equipas do ciclismo mundial. Como sempre, darei o meu melhor para representar a Movistar e os adeptos da Colômbia da melhor maneira. Sempre foi uma equipa muito especial para todos os adeptos do meu país e muito importante para o ciclismo da América Latina”, declarou López, citado em comunicado pela única formação espanhola do WorldTour.

Curiosamente, o colombiano tem um historial de polémicas com a sua nova equipa: no ano passado, na Vuelta, atacou os ciclistas da Movistar, acusando-os de falta de respeito e de serem “sempre os mesmos estúpidos”, “os tontos de sempre”, depois de estes terem acelerado a corrida quando López e o então líder da geral, o esloveno Primoz Roglic, caíram.

Já este ano, durante a Volta a França, quando era terceiro na geral, recusou colaborar com o agora seu futuro companheiro Enric Mas para distanciar o australiano Richie Porte, uma opção que, a posteriori, pagou cara: no contrarrelógio da penúltima etapa, ‘Superman’ López caiu da terceira para a sexta posição da geral, com o australiano da Trek-Segafredo a subir ao pódio nos Campos Elísios e Mas a ficar um lugar à sua frente na classificação.