A secretária do Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas da Madeira alertou esta terça-feira para o aumento da produção de resíduos, principalmente os hospitalares, devido à pandemia e ao consumo excessivo na época de Natal.

“Devido à pandemia, quase que não se reutilizou e descartou-se muito mais nos hospitais, as batas, as máscaras, todo o material que, antes, até era reutilizado, mas num cenário de pandemia teve que ser descartado”, declarou Susana Prada sem revelar números concretos sobre esta situação.

A governante madeirense falava na apresentação da campanha subordinada ao tema ‘Os resíduos ganham outra vida’, que foi produzida pela empresa Água e Resíduos da Madeira (ARM), no âmbito da Semana Europeia para a Prevenção dos Resíduos.

A ARM é uma empresa pública que tem a responsabilidade na gestão de água nos municípios e resíduos, tendo como aderentes cinco dos onze municípios da região, nomeadamente, Câmara de Lobos, Machico, Porto Santo, Ribeira Brava e Santana.

Na altura, Susana Prada apelou à redução da produção de resíduos, bem como à reutilização dos materiais, numa campanha de sensibilização direcionada à população.

Um dos aspetos referido foi que a aproximação da época natalícia é propensa a um consumo excessivo, pelo que a secretária regional pediu à população madeirense que faça um consumo “inteligente, equilibrado e responsável”.

Sobre a campanha, explicou que “pretende sensibilizar para a redução da produção de resíduos e para, sempre que possível, se reutilizarem os materiais”.

No seu entender, a aposta deve ser no prolongamento do “tempo de vida dos materiais que utilizamos e, se não for possível ou quando esse material atingir o fim de vida, reciclá-lo”, disse, vincando que “nunca é demais relembrar” a importância destas mensagens.

O objetivo desta iniciativa é promover a economia circular, que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais.

“Para fabricar um telemóvel que pesa 200 gramas são produzidos, no processo de fabricação, 86 quilos de resíduos e emitidos 110 quilos de dióxido de carbono para a atmosfera”, salientou a responsável insular, que defende um “consumo equilibrado e responsável”.