A Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (AEBAL) vai criar um centro de incubação para acolher e apoiar empresas de base tecnológica na cidade de Beja, num investimento de quase 698 mil euros, foi divulgado esta sexta-feira.

Trata-se do Centro de Incubação de Base Tecnológica (CIBT), que se assume como “uma estrutura de apoio ao tecido empresarial e um espaço flexível e polivalente para acolher empresas e projetos empreendedores que potenciem o investimento e a atividade económica” no Alentejo, explicou esta sexta-feira à agência Lusa o presidente da AEBAL, Filipe Pombeiro.

O CIBT, que começa a ser construído na próxima semana e deverá entrar em funcionamento “durante o último trimestre de 2021”, está vocacionado para acolher e apoiar empresas de base tecnológica e sobretudo dos setores de alimentação, florestas, tratamento e gestão de água e tecnologias de informação e comunicação, precisou.

Segundo o responsável, o CIBT vai disponibilizar espaços para a dinamização de novas empresas e com condições físicas e serviços de apoio para atrair e fixar investimentos e quadros qualificados e criar empregos na região.

O CIBT também pretende “acelerar o crescimento”, permitir a inovação, a promoção, o acesso a financiamento e a redes de conhecimento, e promover a ligação das empresas incubadas com o meio científico.

A incubação no CIBT poderá ser física ou virtual e incluirá serviços de apoio logístico, atividades de dinamização e assistência empresarial para acompanhar a evolução das empresas durante as várias fases dos seus ciclos de vida, como as de consolidação, de qualificação e crescimento, e de internacionalização.

Segundo Filipe Pombeiro, o CIBT vai ocupar uma área total de 1.292 metros quadrados no interior de um pavilhão existente na sede da AEBAL, “com o objetivo de rentabilizar o espaço e não incorrer em investimentos substancialmente maiores”.

Vai ter 13 escritórios de incubação, uma sala de ‘coworking’ (trabalho colaborativo), salas de formação e reuniões, uma receção, espaços abertos polivalentes e outros para reuniões e trabalhos informais.

Filipe Pombeiro precisou que o CIBT terá capacidade para incubar e apoiar em simultâneo “pelo menos 37 empresas e empreendedores”, nomeadamente 13 empresas em espaços físicos e 12 em incubação virtual, e 12 empreendedores na sala de ‘coworking’.

Se necessário, os 13 escritórios poderão ser ajustados para aumentar para 23 o número de empresas em incubação física, admitiu, referindo que o CIBT é mais uma estrutura para acolher empresas criada pela AEBAL, que já tem um ‘ninho’ com capacidade para alojar cinco microempresas e que está lotado desde que começou a funcionar em 2010.

As condições de acesso das empresas ao CIBT estão a ser preparadas pelos parceiros do projeto, que reúne a AEBAL, o Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo, o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio, e o Instituto Politécnico de Beja.

O órgão máximo de governação do CIBT será o conselho consultivo, formado por representantes dos parceiros e que definirá as orientações genéricas a executar pela equipa da AEBAL responsável por gerir o espaço e apoiar as empresas incubadas.

A construção e o equipamento do CIBT vão implicar um investimento total de 697.914 euros, que será financiado em 85% por fundos comunitários e em 15% por verbas da AEBAL.