Samoa confirmou esta sexta-feira o primeiro caso de coronavírus no país, avança o The Guardian. Depois de quase 11 meses de sucesso em manter o vírus fora do território nacional, o primeiro diagnóstico trata-se de um caso importado da vizinha Austrália. Trata-se de um homem de 70 anos, que viajou a partir de Melbourne, aterrou na Samoa no dia 13 de Novembro, num voo de repatriação.

Depois de suspeitas da infeção por confirmar, de um marinheiro nativo desta pequena nação, que teria visitado recentemente Itália, e o resultado de testes realizados se revelarem contraditórios, a ilha do Pacífico  que até agora não teria nenhum caso ativo de Covid-19,vem confirmar o seu primeiro caso de infeção por SARS-CoV-2.

Samoa vive em estado de emergência desde março. A extensão mais recente desse regime foi a 27 de outubro e durará até 22 de novembro, altura em que se prevê nova atualização. Como medida preventiva, a Samoa fechou-se a voos internacionais, recebendo apenas aviões que partam da Austrália e a Nova Zelândia. Apenas é permitida a entrada a cidadãos da Samoa. Terá sido nesse contexto que o primeiro caso acabou por se confirmar.

A possibilidade de a Covid-19 se espalhar naquele arquipélago, compostos por duas ilhas principais, é fonte de grande preocupação para as autoridades nacionais. Além da alta prevalência de obesidade e doenças cardíacas que coloca uma parte considerável da população em maior risco, a falta de infrastruturas é também um fator de preocupação no caso de uma epidemia ou pandemia.

A prova da fragilidade da Samoa em casos epidémicos foi o surto de sarampo de 2019, que infetou mais de 5.700 pessoas, das quais morreram 83. Já por esta ocasião, foi declarado o estado de emergência e foram proibidos ajuntamentos e celebrações públicas, como do Natal.

Já na última pandemia, a da gripe pneumónica, também conhecida como Gripe Espanhola, morreu 24% da população da Samoa, fazendo daquele país o que mais mortos teve per capita.