O Presidente da República considerou esta sexta-feira “um bom sinal” o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) ter passado na Assembleia da República e destacou que o documento foi aprovado “à esquerda” como os anteriores.

“É óbvio que o ser aprovado é um bom sinal”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, ao ser questionado pela agência Lusa à entrada para um almoço com empresários da restauração, realizado numa unidade hoteleira de Évora.

O chefe de Estado assinalou que o documento “foi aprovado, como os anteriores, à esquerda” e lembrou anteriores declarações suas em que disse que “a vocação natural de um Governo de esquerda é ter um orçamento aprovado à esquerda”.

“Foi aprovado à esquerda, como foi o de 2020 e como foram os da legislatura anterior”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa, notando que “metade dos orçamentos nesta legislatura está aprovada”.

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que o OE2021 “é um documento muito longo” e antecipou que a sua redação final “vai demorar tempo”, pelo que tenciona aproveitar este período para “tomar conhecimento de alterações ou matérias mais sensíveis”.

“Normalmente, demora oito a 15 dias a chegar a Belém e, depois, há tempo para a sua apreciação“, acrescentou.

O Orçamento do Estado para 2021 foi aprovado, na quinta-feira, no parlamento, apenas com os votos favoráveis do PS e com a abstenção do PCP, PEV, PAN e das duas deputadas não inscritas.

Votaram contra os deputados do PSD, BE, CDS, Iniciativa Liberal e Chega.

A aprovação do OE2021 ocorreu após uma maratona de quatro dias de votações na especialidade da proposta do Governo e de cerca de 1.500 propostas de alteração dos vários partidos.