O plano de reestruturação da TAP prevê despedir mais dois mil trabalhadores, cortes de 20% dos salários de quem fica e reduzir a frota em pelo menos 20 aviões. O plano está concluído e será entregue ao Governo “nos próximos dias”, antes de seguir para a Comissão Europeia, a quem cabe a aprovação final, avançou esta quinta-feira a TVI.

Os dois mil trabalhadores que irão ser dispensados pela TAP, juntam-se aos 1.600 que deverão sair até ao final do ano, conforme foi anunciado pelo ministro das Infraestruturas no mês passado. “Não podemos manter emprego que depois não tem trabalho”, disse, na altura, o ministro.

TAP. Grupo terá menos 1.600 trabalhadores até ao fim do ano, afirma ministro das Infraestruturas

Segundo a TVI, a companhia aérea vai acabar o ano de 2020 com prejuízos a rondar os mil milhões de euros e quebras de dois terços das receitas — caíram de 3.300 milhões em 2019 para mil milhões este ano. O plano de reestruturação inclui ainda cortes nos fornecedores e empresas de leasing, o que, até 2025, terá um benefício de 1.500 milhões de euros para a empresa.

A TAP vai retomar as ligações entre Lisboa e Porto em aviões mais pequenos, para baixar os custos. No entanto, a proposta garante que a TAP não se vai transformar numa “TAPzinha”.

Em junho deste ano, a Comissão Europeia aprovou o apoio estatal de 1.200 milhões de euros para responder às “necessidades imediatas de liquidez” com condições predeterminadas para o seu reembolso: terá de ter resultados operacionais positivos em 2023 e gerar retorno para pagar dívidas em 2025.  O Orçamento do Estado para 2021 prevê ainda a injeção de mais 500 milhões de euros para a TAP.