O presidente da câmara de Baião, Paulo Pereira, escreveu na sexta-feira ao Ministério da Coesão Territorial, para exigir que o mapa de descontos nas autoestradas, aprovado pelo Governo, seja revisto de modo a evitar “um erro e uma injustiça”.

“Os pressupostos não tratam os todos os territórios do interior de igual forma”, considera Paulo Pereira, citado numa publicação da câmara de Baião, no seu ‘site’ oficial na Internet. Nessa publicação é divulgado que o autarca, que é também presidente da Associação de Municípios do Baixo Tâmega que agrega Amarante, Baião, Celorico de Basto, Marco de Canaveses e Resende, escreveu na sexta-feira à ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que detém a tutela.

Na quarta-feira, os deputados aprovaram parte das propostas do PSD para descontos nas portagens na A22, A23, A24 e A25 e nas concessões da Costa de Prata, do Grande Porto e do Norte Litoral.

Paulo Pereira aponta, porém, para “incoerências como o facto de um troço da A4, entre Matosinhos e Águas Santas, ter ficado incluído na redução do preço de portagens, enquanto que outras partes da A4 continuarem a pagar os mesmos valores”. “[O autarca] critica a decisão, que considerou ‘um erro e uma injustiça’, porque ignora muitos territórios do interior, que precisam mais de apoio, mas privilegia zonas do litoral”, refere o texto publicado na página da câmara de Baião.

Paulo Pereira pede à tutela que o mapa de descontos nas autoestradas seja revisto e que sejam alargados os descontos para residentes nos concelhos servidos pela A4. O presidente da câmara enumera vários argumentos desde o acesso à saúde e educação, apoio às empresas, valorização da dimensão ambiental dos territórios e a criação de mais atratividade do interior.