A antiga ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque é uma das candidatas a liderar a ESMA, o regulador dos mercados de valores mobiliários da União Europeia. A antiga governante do executivo de Passos Coelho faz parte de uma short list de três nomes para presidir àquela entidade, que é uma espécie de CMVM a nível europeu. A lista já foi enviada pela Autoridade Europeia de Valores Mobiliários para o Conselho da União Europeia e para o Parlamento Europeu.

Maria Luís Albuquerque, antiga ministra das Finanças, enfrenta a oposição do italiano Carmine Di Noita, comissário da CONSOB (Comissária da Comissão Nacional para as Empresas e a Bolsa de Valores), e da alemã Verena Ross, diretora executiva da ESMA.

Na nota divulgada sobre os finalistas do concurso, a ESMA escreve que “os candidatos pré-selecionados foram selecionados com base no mérito, competências, conhecimento dos participantes e mercados financeiros e experiência relevante em supervisão e regulamentação financeira, na sequência de um procedimento aberto de seleção”. A mesma nota informa ainda que o processo de seleção para a escolha do novo presidente da ESMA começou a 15 de julho de 2020 e que deverá tomar posse a 1 de abril de 2021.

Maria Luís Albuquerque foi secretária de Estado e ministra das Finanças do Governo de Pedro Passos Coelho e, quando deixou de ser governante, em 2015, ocupou o cargo de deputada no Parlamento. Meses depois começou a trabalhar em part-time como diretora não-executiva e chefe de operações da Arrow Global, uma empresa de gestão de dívida, no Reino Unido. A ida para a Arrow foi, na altura, polémica e o PCP chegou a dizer que iria apresentar queixa no Ministério Público contra Maria Luís Albuquerque.

A ESMA tem como objetivos, como consta da nota que dá conta dos candidatos ao cargo, “avaliar riscos para investidores, mercados e estabilidade financeira; definir um conjunto de regras único para os mercados financeiros da UE; promover a convergência da supervisão; e a supervisão direta de entidades financeiras específicas”.