Dois grupos editoriais portugueses vão passar a disponibilizar os seus livros através de serviços de entrega rápida, que funcionam na área da grande Lisboa. O setor livreiro tem sofrido quebras significativas devido à pandemia do novo coronavírus. A época festiva é uma das mais importantes para as editoras, já que é durante este período que é gerado uma boa parte do lucro anual.

A Leya lançou o serviço Leya Express, que permitirá a entrega de livros “de todas as editoras do mercado” na grande Lisboa em menos de duas horas e sem custos de envio. O Leya Express pretende ser uma alternativa às livrarias físicas, já que muitos portugueses estão impossibilitados de se deslocarem, justificou fonte editorial. Estará ao dispôr dos leitores através da loja online do grupo editorial.

A Penguin Random House está disponível, a partir desta quarta-feira, através da Glovo, naquela que é a primeira loja de uma editora portuguesa nesta aplicação. Em comunicado, o grupo editorial explicou estarão disponíveis livros de todas as chancelas (Companhia das Letras, Alfaguara, Objectiva, Arena, Suma de Letras, Nuvem de Letras e Nuvem de Tinta). A iniciativa tem também como objetivo “facilitar o acesso dos leitores aos livros”.

Tal como na Leya, esta opção só está disponível para os leitores da área da grande Lisboa, embora no caso da primeira esteja previsto um alargamento da área abrangida. Este deverá acontecer em 2021, adiantou fonte editorial.

Covid-19. Mercado livreiro recupera “significativamente” mas continua com saldo negativo, diz estudo

Em outubro, um estudo da Gfk Portugal deu conta de uma melhoria significativa na venda de livros em Portugal, depois da queda abrupta registada em março, na sequência das medidas de confinamento. Segundo o estudo, feito com base nas vendas de livros em lojas físicas nos primeiros nove meses de 2020, apesar das melhorias, Portugal não tinha ainda sido capaz de recuperar do colapso das vendas, que afetaram mais de metade dos países europeus.

Entre os dias 16 e 22 de março, foi registada uma queda de 63,3% nas vendas de livros e de 65,8% no valor gerado em Portugal em comparação com o mesmo período do ano passado. Nessa semana, a 12.ª de 2020, foram vendidas menos 121,6 mil unidades, o que corresponde a uma quebra de 1,6 milhões de euros no mercado, de acordo com os dados divulgados na altura pela mesma empresa de estudos de mercados.