Portugal está a candidatar-se a lugar no Comité do Património Imaterial da UNESCO, entre 2022 e 2026, mas a candidatura é “altamente competitiva” e vai precisar de “muito trabalho”, segundo o embaixador António Sampaio da Nóvoa.

“Portugal, no quadro da representação da UNESCO, nunca esteve no Comité do Património Imaterial e este comité tem vindo a ganhar uma certa visibilidade e interesse, agora é a altura de Portugal se candidatar”, justificou António Sampaio da Nóvoa, em declarações à Agência Lusa.

Portugal termina em novembro de 2021 a sua presença no Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), e esteve até 2017 no Comité do Património Mundial, sendo assim possível tentar a presença no Comité do Património Imaterial a partir de 2022.

O Comité do Património Imaterial é composto por 24 membros e as eleições para alguns desses lugares acontecem em 2022, na Assembleia Geral da Convenção.

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“São candidaturas altamente competitivas, com muitos países a quererem esse lugar, e vai requerer muito trabalho diplomático. […] A candidatura tem condições para correr bem”, reforçou António Sampaio da Nóvoa à Lusa.

Este é o comité que elevou o fado e o cante alentejano a Património Imaterial da Humanidade, tendo atraído muitas atenções para a UNESCO nos últimos anos.

“Uma vez que o património imaterial tem como condição serem tradições vivas, no sentido de as valorizar ou proteger, e como hoje [esta quinta-feira] temos uma atenção muito grande às tradições dos nossos países, isso acaba por ter visibilidade, chamando a atenção para grupos que nem sempre têm essa visibilidade”, indicou o embaixador português.

Para além desta candidatura, Portugal continua a trabalhar em duas outras iniciativas no âmbito da UNESCO: o relatório sobre o futuro da educação, que deve ser apresentado até setembro de 2021, e a recomendação sobre a ciência aberta.