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“Juntamente com Sonny Rollins, John Coltrane tornou-se no mais influente e controverso saxofonista tenor do jazz moderno. Ele está a tornar-se, de facto, mais controverso e, possivelmente, mais influente do que Rollins”.

Era com estas considerações, assinadas pelo crítico Nat Hentoff, que abriam, em 1960, as notas de capa de Giant Steps. Os anos seguintes dariam razão a Hentoff: por um lado, Rollins, que em 1956-58 lançara, na qualidade de líder, 14 (catorze!) LPs, muitos deles de importância capital, passou por uma fase de questionamento existencial e artístico que se traduziu em mais de dois anos de silêncio. Quando regressou aos palcos, em Novembro de 1961, e aos discos, com The Bridge, em 1962, a sua técnica estava ainda mais apurada, mas parecia ter perdido o foco e levou o resto da década a andar em círculos (aos 90 anos, continua activo e a andar em círculos). Pelo seu lado, Coltrane, após quatro discos de relevo na Atlantic, mudar-se-ia em 1961 para a Impulse!, onde cometeria feitos mais ousados e controversos do que Hentoff poderia imaginar em 1960, antes de sucumbir, em 1967, aos 40 anos, a um cancro no fígado.

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