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Se aquele pé esquerdo de Pedrinho fosse sempre assim, cruzes canhoto (a crónica do Benfica-Vilafranquense)

O título refere-se a Pedrinho. Mas podia ser Gabriel. Ou Seferovic. Ou Nuno Tavares. Se Jesus procurava soluções para o Benfica frente ao Vilafranquense, encontrou-as (5-0). A todas menos uma.

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Gonçalo Ramos, Pizzi e Seferovic marcaram três golos em cinco minutos ainda no quarto de hora inicial e "decidiram" o encontro para o Benfica

Getty Images

Gonçalo Ramos, Pizzi e Seferovic marcaram três golos em cinco minutos ainda no quarto de hora inicial e "decidiram" o encontro para o Benfica

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Um jogo da Taça de Portugal em casa, frente a um adversário do escalão secundário que atribuía um favoritismo ainda maior em termos teóricos e em vésperas de Taça da Liga tornou-se o contexto perfeito para Jorge Jesus fazer uma análise ao que poderá ser o mercado de inverno entre entradas e saídas num plantel alvo de um investimento de 100 milhões de euros mas que mesmo assim parece ter lacunas que o técnico quer ver preenchidas. Mais até do que as segundas opções que pudessem justificar a entrar no lote dos primeiros, a mira está virada às novas opções que possam tornar-se primeiras para que as segundas possam subir a qualquer momento. E até para os atletas que foram cedidos mas que não têm merecido muitos minutos houve uma palavra do treinador.

Benfica-Vilafranquense. Fortes acerta no poste de Helton Leite (5-0, 69′)

“Toda a gente na família benfiquista conhece as qualidades do dr. Domingos Soares Oliveira na gestão das finanças, todos queremos o melhor para o Benfica. Habituei-me a promover jogadores e a perder jogadores, se esse fosse o interesse do clube. Estou preparado para isso. Não quero especular, o facto de a comunicação social dizer que o Benfica precisa de três ou quatro jogadores não é uma afirmação minha. Ouviram-me dizer que eu queria um central, isso é verdade. Com o Rúben [Dias] cá eu já queria um central. Sobre o lateral direito, ninguém esperava que acontecesse isto ao André Almeida, é uma baixa grande porque ele joga em qualquer posição mas estamos a lançar um jogador jovem como lateral direito, o João Ferreira, no qual acredito. Não é por aí a prioridade. Para a posição 6 temos três jogadores. O querer é uma coisa, o poder é outra. Que eu esteja a exigir? Zero!”, disse.

“O Gedson [Fernandes] nunca trabalhou comigo, não o conheço bem. Todos estes jovens que o Benfica tem, que saíram para crescerem, se não jogam na equipa mãe é importante saírem para jogar, mas se eles não jogam nessas equipas mais vale estarem no Benfica, aprendem muito mais. Saiu o Florentino, não está a jogar, o Jota não está a jogar, o Tomás [Tavares], o outro menino para o Moreirense [David Tavares]… Isso para a evolução deles não é positivo. Se é para não jogar então prefiro que estejam cá, aprendem mais”, acrescentou de seguida.

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O Benfica tem sido um exemplo em termos de gestão financeira. Quando apareceu a pandemia muitos jogadores e treinadores tiveram de abdicar de 30% ou 40% do salário e o Benfica não fez isso. Se acharem que o caminho melhor é essa solução [vender jogadores]… Estamos todos interessados nas decisões e no que for o melhor para Benfica”, resumiu sobre a possibilidade de mais saídas.

Começando pelas ausências, e sem contar com Vlachodimos, Vertonghen e Grimaldo que foram poupados no plano físico, Ferro e Cervi parecem ter os dias contados na Luz, Weigl também poderá sair caso surja uma boa proposta, Chiquinho e Diogo Gonçalves não terão assim tantas oportunidades. Depois, os que entraram na lista de 18 mas não foram titulares, onde se inclui Samaris. Entre os que jogaram e (mais) contribuíram para a goleada, Jesus encontrou soluções: Pedrinho confirmou que tem uma qualidade técnica acima da média e que, mesmo sendo “levezinho”, tem condições para assumir uma ala quando estiver mais trabalhado no plano tático; Gabriel mostrou que pode ser o ‘6’ que tantas vezes tem feito falta com e sem posse, sobretudo quando os encarnados têm mais bola e consegue agarrar na primeira fase de construção; Nuno Tavares precisa crescer em termos defensivos mas tem condições para ser um lateral de futuro; Seferovic, goste-se mais ou menos, é sempre uma opção válida.

Ainda houve Gonçalo Ramos, a aproveitar da melhor forma a oportunidade, e um Gilberto mais consistente apesar de um erro logo a abrir o jogo na cedência de um canto. O que não se viu? A questão do ‘8’. Não porque Pizzi tenha jogado mal mas porque naquela posição só teve de jogar a “metade”, sem tantos problemas de recuperação sem bola. Com Lucas Veríssimo assegurado, como parece ser o caso mais tarde ou mais cedo, esse é “o” reforço para que Jesus possa colocar Pizzi em qualquer posição consoante a estratégia do jogo e tenha sempre essa opção.

Ficha de jogo

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Benfica-Vilafranquense, 5-0

4.ª eliminatória da Taça de Portugal

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: André Narciso (AF Setúbal)

Benfica: Helton Leite; Gilberto, Otamendi, Jardel, Nuno Tavares; Gabriel (Samaris, 71′), Pizzi (Taarabt, 66′), Pedrinho, Rafa (Everton Cebolinha, 66′); Gonçalo Ramos (Darwin Núñez, 66′) e Seferovic (Waldschmidt, 71′)

Suplentes não utilizados: Svilar e João Ferreira

Treinador: Jorge Jesus

Vilafranquense: Tiago Martins; Marcos Vinícius, Diogo Coelho, Sparagna, Vítor Bruno; Jefferson, Diogo Izata (Timbó, 66′); Kady (Marco Grilo, 62′), Rúben Gonçalves (Carlos Fortes, 46′), Varela (André Claro, 62′) e Rodrigo Rodrigues (Léo Cordeiro, 46′)

Suplentes não utilizados: Bruno Ferreira e Vitinho

Treinador: João Tralhão

Golos: Gonçalo Ramos (11′), Pizzi (14′), Seferovic (15′ e 42′) e Pedrinho (57′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Kady (13′), Gonçalo Ramos (60′) e Jefferson (84′)

De forma quase diametralmente oposta ao que iria acontecer no resto do encontro, até foi o Vilafranquense a ter uma entrada melhor, não só pela qualidade em posse que lhe permitiu ter mais bola mas também pela forma como defendia alto e condicionava a primeira fase de construção dos encarnados, mas um remate por cima de Pedrinho no seguimento de um lance de estratégia bem trabalhado (8′) acabou por ser o toque a reunir para cinco minutos que decidiram a partida: Gonçalo Ramos, lançado no corredor central por Gabriel, conseguiu isolar-se, passou por Tiago Martins e encostou para o 1-0 (11′); Pizzi, num remate forte e colocado após cruzamento tenso de Nuno Tavares da esquerda numa jogada iniciada de novo em Gabriel, aumentou para o 2-0 (14′); e Seferovic, fazendo uma diagonal nas costas da defesa contrária para receber o passe de Pedrinho antes de puxar para dentro e atirar em arco, fez logo de seguida o 3-0 (15′). Três oportunidades, três golos, três marcadores logo a abrir.

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do Benfica-Vilafranquense em vídeo]

Há 36 anos que o Benfica não conseguia marcar três golos no quarto de hora inicial, o que mudou por completo as características que o jogo poderia ter tido sem que se percebesse que características poderia em concreto ter. No entanto, a avalanche ofensiva dos encarnados não ficou por aí, com Seferovic a obrigar Tiago Martins a defesa mais apertada de cabeça (23′) antes de Gonçalo Ramos receber um fantástico passe de Pedrinho para acertar na trave já na área (26′). Sempre que tinha bola, o Vilafranquense de João Tralhão mostrava que atual com princípios de jogo e que tenta cumprir na saída a partir de trás com critério e qualidade, mas os constantes erros defensivos e a pouca agressividade sobre o portador foi acabando por fazer a diferença. Kady, num livre indireto após lapso de Helton Leite, acertou na trave (33′) antes de Rodrigo Rodrigues desviar de cabeça por cima após uma boa jogada coletiva (41′) mas seria o Benfica a voltar a marcar ainda antes do intervalo, aproveitando mais uma passadeira estendida por Sparagna que Nuno Tavares aproveitou para assistir Seferovic na área para o 4-0 (42′).

O segundo tempo começou, como já era de prever, com mais passes errados e menos ligação entre setores mas, já depois de uma ameaça de Pizzi que saiu muito perto do poste, Pedrinho foi ao corredor central receber descaído na direita para marcar o melhor golo da noite, num remate de pé esquerdo em arco ao ângulo sem hipóteses para o dono da baliza do Vilafranquense (57′). Mais uma vez, o pé esquerdo. Que fez a assistência para o primeiro golo (o de Gabriel), que fez a assistência para o segundo golo (o de Nuno Tavares), que marcou assistiu para o terceiro golo (os de Pedrinho e Seferovic), que marcou e assistiu para o quarto golo (os de Nuno Tavares e Seferovic), que marcou o quinto golo (o de Pedrinho). Se o encontro já não tinha muita história, ainda menos passou a ter pelas muitas substituições que foram sendo feitas mas com os visitantes a nunca desistirem do golo de honra como ficou perto de acontecer em remates de Fortes (ao poste, 69′) e Vítor Bruno (por cima, 80′).

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