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Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo não receberá a vacina contra a Covid-19 antes de 2022, alertou a Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg (Estados Unidos da América). Mesmo que as fabricantes das vacinas atinjam os máximos de produção, quase 25% da população mundial terá de esperar um ano ou mais para ser imunizada contra o novo coronavírus, noticiou a Reuters.

O motivo está na distribuição desigual das vacinas em termos globais: os países mais desenvolvidos com menos de 15% da população mundial reservaram 51% das doses das vacinas mais promissoras. Os países mais pobres, que representam 85% da população mundial, têm de gerir as restantes 49% de doses, o que compromete uma resposta eficaz à pandemia através da vacinação.

“A incerteza sobre o acesso global às vacinas tem a ver não apenas com os testes clínicos em desenvolvimento, mas também com a falha dos governos e dos fabricantes de vacinas em serem mais transparentes e responsáveis ​​sobre esses contratos”, acusaram os investigadores. Para utilizar a vacina para mitigar efetivamente a pandemia, é necessário que os países mais ricos participem numa distribuição equitativa das vacinas pelo mundo.

Eis um exemplo: juntos, o Japão, Austrália e Canadá compraram mais de mil milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, mas o número de casos de infeção pelo novo coronavírus nestes três países não simboliza sequer 1% do total de casos a nível mundial. Até 15 de novembro, os países mais ricos tinham reservado 7,5 mil milhões de doses a 13 fabricantes das vacinas.

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