A Comissão de Serviços Públicos da Califórnia (CPUC, sigla em inglês) multou a Uber em 59 milhões de dólares (49 milhões de euros) esta segunda-feira por não fornecer dados relacionados com vítimas de violência sexual, de acordo com a Reuters. Se não pagar a multa no prazo de 30 dias, a empresa norte-americana poderá ver a sua licença de funcionamento suspensa.

Em causa está a recusa da Uber em divulgar contactos de vítimas de violação e assédio sexual. A CPUC ordenou que a empresa norte-americana respondesse a algumas perguntas sobre um relatório lançado em 2019 no qual a Uber divulgava alguns detalhes sobre casos de agressão sexual que ocorreram nos Estados Unidos durante viagens realizadas entre 2017 a 2019.

“A CPUC tem sido insistente nos seus pedidos para que nós divulguemos os nomes e o contacto telefónico de sobreviventes de agressões sexuais”. No entanto, a Uber tem-se rejeitado a fazer isso, uma vez que, para a empresa, isso seria uma “chocante violação da privacidade”.

A Uber argumenta ainda que a multa faz parte de um conjunto de “ações punitivas e confusas que nada farão nada para melhorar a segurança pública e apenas criarão um efeito assustador quando outras empresas divulgarem os seus relatórios. A transparência deve ser encorajada, não punida”, conclui a empresa.

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