O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recusou assinar o pacote de estímulos à economia aprovado pelo Congresso, pedindo que fosse modificado de forma a incluir um valor mais elevado nos cheques que são enviados a todos os norte-americanos (que ganham menos de 75 mil dólares por ano). E mantém que deve ser ele próprio a liderar a próxima administração.

O Congresso tinha aprovado, na segunda-feira, um pacote de estímulo no valor de 735 mil milhões de euros para fazer face à devastação económica causada pela pandemia. O Senado aprovou o projeto com 91 votos a favor e sete contra, horas depois de a Câmara dos Representantes ter votado 359 a favor e 53 contra.

O pacote de emergência foi incluído na lei de despesas para financiar a administração federal até setembro de 2021, num valor total de 2,3 biliões de dólares (1,8 biliões de euros). Mas a entrada em vigor final estava pendente de ratificação pelo Presidente cessante, Donald Trump – que ameaça deitar o acordo por terra.

Os pontos mais marcantes do pacote de estímulo são o pagamento de 600 dólares a todos os norte-americanos com rendimentos inferiores a 75.000 dólares por ano e subsídios de desemprego de 300 dólares por semana. Mas Trump considera o plano “uma desgraça”, assinalando num vídeo colocado no Twitter que na sua leitura os contornos do plano são “muito diferentes” do que era esperado.

De acordo com a Reuters, Trump quer que os cheques para cada norte-americano aumentem para 2.000 dólares por pessoas ou 4.000 dólares por casal, muito acima dos “ridículos” 600 dólares que o acordo prevê.

Mas esse não é o único problema que Trump vê no pacote acordado no Congresso. “Também quero que o Congresso se livre dos esbanjamentos e gastos desnecessários que estão nesta proposta de legislação, para que me enviem uma proposta adequada caso contrário poderá ser incumbida de lançar o novo pacote de estímulo económico contra a Covid – e essa administração pode acabar por ser minha”, afirmou Trump, mantendo as afirmações infundadas de que venceu as eleições de novembro.