Os agentes da Polícia Local de Valência, em Espanha, estão proibidos de utilizar máscaras que não sejam as disponibilizadas pela Câmara Municipal. O objetivo, diz o município, é garantir que as máscaras utilizadas são eficazes na luta contra o novo coronavírus, mas a medida está a gerar polémica por ter sido implementada pouco tempo depois de um sindicato ter fornecido máscaras com a bandeira espanhola.

Em novembro, o Sindicato Profissional da Polícia Local e dos Bombeiros (SPPLB) distribuiu máscaras para combater “a escassez que põe em risco os profissionais”, explicou Jesús Santos, representante do sindicato, ao jornal El Español. As máscaras eram simples: de pano preto reutilizáveis com uma pequena bandeira de Espanha. No entanto, estão agora proibidas.

A “uniformização” das máscaras surge mais de nove meses após o início da pandemia no país e logo após a distribuição do SPPLB. “Parece que a bandeira incomoda”, criticou Santos.

Em resposta ao mesmo jornal, fonte do Departamento de Polícia afirmou que “o plano de contingência municipal indica que as máscaras que os trabalhadores municipais devem utilizar têm de ser fornecidas pelo Conselho porque é a forma mais adequada de garantir a sua aprovação e, portanto, a sua proteção, que é da responsabilidade do Conselho”. Mas o representante sindical garante que a máscara com a bandeira espanhola tem a mesma aprovação do que a distribuída pela Câmara Municipal.

Até agora, nunca tínhamos tido nenhum problema com essa máscara nem com nenhuma. Agora parece que utilizar máscara do sindicato é um problema. Ficámos surpreendidos, não entendemos, porque é uma poupança para a Câmara”, afirmou Jesús Santos ao jornal espanhol ABC.

De acordo com Santos, a medida está a indignar vários agentes. “Alguns acreditam que há algo de errado com a bandeira. Não sabemos se tem a ver com isso ou não. Ficaríamos surpreendidos e não entenderíamos mas, como estamos no tempo em que estamos, parece que estas coisas causam problemas. Acho que há coisas mais importantes com as quais nos temos que nos ocupados”, finalizou.