É uma moda recente e estritamente europeia: os ladrões arranjaram um novo negócio de oportunidade que consiste em “aliviar” os automóveis dos seus cabos de carregamento, enquanto estão ligados à rede, apesar dos sistemas de segurança destinados a impedir que isso aconteça.

Assim que o veículo é ligado ao ponto de carga, é suposto que o cabo fique preso em ambas as extremidades. Mas, ao que parece, os pinos que o prendem no local não funcionam tão bem em climas muito frios, como os que são habituais no Norte da Europa nesta altura do ano, onde são vulgares temperaturas negativas, especialmente durante a noite.

É esta fragilidade relacionada com as baixas temperaturas que facilita a vida dos larápios, mas é a existência de um mercado para cabos de carga em segunda mão que a alimenta. Até agora, a maioria dos casos conhecidos ocorreu na Holanda, onde a polícia de Amesterdão anunciou que recebeu 21 relatórios de roubos de cabos entre 20 de Novembro e 4 de Dezembro, a maioria de condutores de Tesla, o que se explica pela maior percentagem dos veículos deste construtor no parque circulante.

Como a polícia relatou igualmente que os furtos se estenderam a todo o país, segundo a revista AD, calcula-se que o número de condutores que durante a noite ficam sem o cabo é consideravelmente superior. O roubo obriga-os a adquirir um novo, o que pode custar de 200€ a 500€, consoante a marca e o modelo envolvidos.

A Tesla já informou que, através de actualizações de software over-the-air (OTA), introduziu alterações nos seus veículos para evitar problemas na fixação do cabo à tomada durante a carga sob temperaturas negativas, restando conhecer a solução a que vão recorrer os fabricantes que não possuem a mesma capacidade em matéria de modificação de software OTA.