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Amigo empata amigo que entrou no jogo dos empatas: Wolves de Nuno trava Tottenham de Mourinho com golo a fechar

Tottenham de Mourinho começou a ganhar aos 57 segundos com golo de Ndombelé, teve o jogo na mão, nunca fez muito para fechá-lo e Wolverhampton de Nuno Espírito Santo empatou aos 86' (1-1).

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Mourinho mostrou-se crítico com a atuação da equipa em vantagem desde o primeiro minuto, admitindo que podia e devia ter feito mais para "matar" o jogo

Getty Images

Mourinho mostrou-se crítico com a atuação da equipa em vantagem desde o primeiro minuto, admitindo que podia e devia ter feito mais para "matar" o jogo

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A Sky Sports publicou uma reportagem esta semana onde fazia quase uma espécie de correção em relação ao que representa José Mourinho para Nuno Espírito Santo. Sim, têm uma relação próxima. E sim, conquistaram a Liga dos Campeões juntos no FC Porto quando o segundo era ainda guarda-redes. E sim, a forma como o primeiro teve o mérito de construir uma equipa capaz de bater o pé às melhores equipas da Europa influenciou e muito aquele que viria também a ser treinador. No entanto, se Nuno tem um verdadeiro mentor o mesmo é Jesualdo Ferreira, com quem trabalhou também no Dragão entre 2007 e 2010 e com quem seguiria depois para o Málaga e para o Panathinaikos, então como técnico dos guarda-redes. “Foi uma grande, grande influência. Foi uma inspiração. O primeiro treinador que me mostrou realmente como se devia preparar uma sessão de treino. Tivemos muitas e longas conversas, era fantástico falar durante horas e horas com ele sobre futebol”, destacou.

A relação entre José Mourinho e Jesualdo Ferreira nem sempre foi a melhor mas não é por isso que o técnico do Tottenham deixa de elogiar o antigo discípulo, “que não era mau como jogador mas que é muito melhor como treinador” como disse antes do primeiro reencontro na Premier League. E os três jogos que disputaram na prova como adversários mostrou que se Mourinho era “um vencedor nato”, Nuno não lhe quer ficar atrás: 1-1 na partida entre Manchester United e Wolverhampton, 2-1 para o Tottenham fora na época passada, 3-2 para o Wolves fora na segunda volta. Antes do desempate, voltaram a sobrar elogios mútuos entre ambos.

“Para mim é sempre um prazer receber José Mourinho no Molineux outra vez. Tenho uma enorme admiração por ele, como podem imaginar, a nível pessoal e como treinador. É fantástico e não estou nada surpreendido com todas as coisas boas que tem estado a fazer no Tottenham. Não é nada que não esperasse, é espetacular. Vai ser um jogo muito complicado e teremos de estar preparados para um adversário forte, com muita qualidade e que atravessa um bom momento”, disse Nuno Espírito Santo no lançamento do jogo, explicando ainda o porquê de os jogadores do Wolves terem deixado de ir a centros comerciais ou a supermercados nesta fase (como tinha acontecido no confinamento), tendo funcionários que tratam do que for necessário: “Temos de evitar qualquer risco, porque temos um plantel pequeno e já temos problemas com alguns jogadores que não estão disponíveis.

“Acredito que são uma equipa para o top 6. Neste Campeonato é muito difícil ter uma série de bons resultados de forma consistente porque todos os jogos são difíceis. O Tottenham teve um período em que teve de jogar contra as equipas do top 6 e agora dizem que, por jogarmos contra as da metade inferior da tabela, temos uma fase mais fácil. Mas o que é mais fácil? Ir ao Wolverhampton e jogar com o Fulham e o Aston Villa? Não é verdade. Como é que podem avaliar o trabalho de um treinador pela posição na classificação? Muda de semana para semana e os treinadores não podem ser julgados por isso. O Nuno é muito bom, esteja em terceiro, oitavo ou nono”, frisou José Mourinho, defendendo o homólogo das dúvidas após uma fase menos conseguida de resultados.

No jogo, e durante 90 minutos, deixou de haver amigos. Nem no banco nem em campo, como acontecia com Eric Dier e Daniel Podence, jogadores formados na Academia do Sporting. Mas o jogo em si, esse, não teve muito para contar: um golo aos 57 segundos para os londrinos, 85 minutos sem grandes oportunidades ou motivos de interesse, dez minutos já com descontos à mistura com as duas equipas a tentarem desfazer sem grande convicção o empate. Se os jogos no Molineux têm sempre um carácter especial para Mourinho também porque o seu pai jogou ali pelo Belenenses na década de 70 para as provas europeias, este teve poucos motivos para recordar também por culpa própria, face ao jogo dos “empatas” que nunca procurou o 2-0 e acabou por consentir o 1-1.

Numa altura em que se tentava ainda perceber se o grafismo apresentado pela Premier League em relação à equipa londrina estaria certo, com a hipótese de Sánchez, Dier e Ben Davies fazerem uma linha de três atrás com Doherty e Reguilón nos corredores (o que não se confirmou), Ndombelé inaugurou o marcador com apenas 57 segundos de jogo, num remate de fora da área que traiu Rui Patrício na sequência de um passe de Matt Doherty após canto. Se o Wolverhampton já vinha a sentir dificuldades para marcar desde que Raúl Jiménez (que voltou ao estádio após a grave lesão na cabeça e viu o jogo na bancada) ficou de fora, partir em desvantagem tornava a missão ainda mais complicada, como se confirmaria até ao intervalo: Fábio Silva teve um desvio ao lado na área, Daniel Podence rematou para defesa segura de Lloris mas, mesmo sem bola, foram os visitantes a gerir melhor as incidências, tendo algumas transições com perigo sempre com o rejuvenescido Ndombelé em destaque. Na segunda parte, mais do mesmo com o Wolves a ter mais bola mas sem grande oportunidades até que Saïss, no seguimento de um canto marcado por Pedro Neto, conseguiu empatar e impedir o Tottenham de voltar ao terceiro lugar (86′).

[Clique nas imagens para ver os golos e o resumo do Wolverhampton-Tottenham em vídeo]

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