O CEO da Toyota afirmou dias antes do Natal, durante um evento da Associação dos Construtores de Automóveis Japoneses, que não estava contente com a evolução dos veículos eléctricos, acusando-os de “poderem colocar em risco o negócio” da sua empresa pelos “enormes investimentos” que exigem, além de “emitirem mais dióxido de carbono”. Contudo, isso não impediu a marca nipónica de apresentar mais um modelo eléctrico, no caso particularmente pequeno, em todos os sentidos.

O modelo em causa é o C+pod e só com alguma boa vontade se pode considerar um automóvel. O comprimento é de 2,49 metros, enquanto a largura não ultrapassa 1,29 m. Para termos uma ordem de grandeza, o Smart Fortwo, igualmente concebido para duas pessoas, é 20 cm mais comprido e 37 cm mais largo.

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O C+pod foi exclusivamente concebido para o mercado japonês, reivindicando apenas 690 kg, peso reduzido que lhe permitirá deslocar-se com um motor de somente 9,2 kW, ou seja 12,5 cv, bem longe dos 82 cv do Smart. Mas se está a pensar fazer uns arranques a patinar com o C+pod, o melhor é pensar de novo, uma vez que os 12,5 cv só estão disponíveis em pico, isto é, durante poucos segundos, uma vez que o motor montado no eixo traseiro oferece uma potência que, em condições normais, se fica pelos 3,5 cv.

Apesar da magra potência, a Toyota anuncia 60 km/h de velocidade máxima, valor que não convém atingir caso se pretenda usufruir da anunciada autonomia de 150 km, segundo o método japonês, que para veículos deste segmento não inclui circular em auto-estrada (por motivos óbvios). Se o C+pod é pequeno em tudo, já o mesmo não acontece com o seu preço, uma vez que é proposto em duas versões no Japão, a X e a G, a primeira por 1.650.000 ienes (12.980€) e a segunda por 1.716.000 ienes (13.500€), um valor que sendo acessível em termos absolutos, não é face ao praticado por eléctricos como o Fiat 500e Action, Renault Twingo Electric e os Smart Fortwo e Forfour.