O aniversário começou de uma forma inesperada mas ainda assim especial: à noite, alguns elementos da claque Super Dragões juntaram-se num jardim perto da casa de Pinto da Costa, lançaram fogo de artifício, abriram tochas e cantaram os parabéns ao presidente do FC Porto, que se deslocou à varanda para agradecer, no dia em que celebra o 83.º aniversário. Mas as comemorações ligadas ao clube não ficariam por aqui, entre ironia à mistura.

Pinto da Costa elogia Sérgio, “a alma mater da equipa”, e dedica 63.º troféu no FC Porto a Rui Moreira: “Tentam abanar mas mantém-se firme”

Cinco dias depois da conquista da Supertaça frente ao Benfica em Aveiro, Pinto da Costa recebeu o troféu no Museu das mãos do treinador, Sérgio Conceição, e dos capitães, Pepe e Sérgio Oliveira. Ao todo, e desde que chegou à liderança dos portistas, o presidente dos azuis e brancos já conquistou 63 títulos só no futebol, com 22 Campeonatos, 13 Taças de Portugal, 21 Supertaças, duas Taças dos Clubes Campeões Europeus/Liga dos Campeões, duas Taças UEFA/Liga Europa, duas Taças Intercontinentais e uma Supertaça Europeia. Ao todo, como destacava o clube, são já mais de 1.200 títulos em todas as modalidade, num currículo sem comparação no país.

“Sei que todos vibrámos muito, até porque estávamos convencidos que esta época íamos ser arrasados. Estávamos ansiosos porque quando soubemos a data do jogo percebemos que íamos sofrer um vexame muito grande. Mas quem tem Sérgio Conceição e este plantel tem tudo, e esse tudo está aqui traduzido na 22.ª Supertaça. Sérgio, muitos parabéns, tenho por ti uma amizade fraterna mas também uma grande admiração pelo trabalho, da mesma forma que pelos capitães aqui presentes, que já conheço há muitos anos e que têm muitas provas de amor ao FC Porto. São garantia que este não será o último troféu desta época”, destacou o números 1 dos azuis e brancos, falando não só para o treinador dos dragões mas também Pepe e Sérgio Oliveira, que renovaram recentemente.

“Esta 22.ª Supertaça conquistada pelo FC Porto, um número superior às ganhas por todos os outros clubes juntos, é a demonstração do querer, da vontade e do valor do plantel e do seu treinador. Depois de termos ganho o Campeonato e a Taça [de Portugal], parece-me que seria óbvio que no tira-teimas confirmássemos essa mais-valia. Assim foi, fruto do grande trabalho de todos, numa altura difícil para o país, sobretudo para o futebol, porque noutros setores há publico para motivar artistas. Só foi possível pela grande dedicação e espírito de família que existe no FC Porto. Alguns como Pepe já nem sabem quantos troféus ganharam, o Sérgio também. Sei que é o quinto como treinador e que não será o último”, acrescentou, voltando a falar da ausência de público nos estádios.

Também Sérgio Conceição deixou algumas palavras no momento, que foi “uma exceção”. “Não sou muito destas cerimónias e destes momentos mais festivos mas abri uma exceção porque partiu de nós a ideia de vir aqui entregar a taça num dia que é especial para o presidente e para toda a família portista, que é o aniversário do presidente. É algo simbólico, que diz bem daquilo que é a união e comunhão de ideias e princípios entre o presidente, a equipa profissional de futebol e os adeptos”, comentou. “Voltar ao Museu esta época? Sem dúvida nenhuma. Temos já um titulo a conquistar em janeiro, mas mais importante do que isso é a resposta que a equipa tem de dar amanhã [em Guimarães] no principal objetivo, o Campeonato. Amanhã [Terça-feira] é um jogo importantíssimo, que tem tanto de importante como de difícil”, acrescentou o técnico portista.

“Estamos preparados para ir para estágio mas não queria deixar de sentir isto… Entro aqui e sinto-me muito pequenino mas gosto de me sentir pequenino no meio de tanta história e de tão grande personalidade que é o nosso presidente. É um orgulho cada vez que entro neste Museu, principalmente acrescentando troféus, eu e os capitães. Existe um sentimento de gratidão para com as pessoas que não estão aqui presentes e com os adeptos que infelizmente esta época não podem estar presentes de três em três dias a ver a equipa. [É importante] Estar aqui para dar um abraço a esta pessoa [Pinto da Costa] que é a mais importante do FC Porto. O que desejo é que este não seja o último dos troféus que trazemos aqui. Que continuemos a nossa luta, o nosso caminho, o nosso trajeto, com muita dificuldade mas sempre com este espírito de família e união que nos caracteriza”, concluiu.