Depois de o Presidente da República ter promulgado o Orçamento do Estado para 2021, apesar das reservas, o ministro das Finanças, João Leão, gravou um vídeo a defender o documento. “Este é um bom Orçamento. O Orçamento de que Portugal precisa para conseguir superar esta crise“, considera.

Marcelo Rebelo de Sousa promulgou na terça-feira o Orçamento do Estado para 2021 “apesar das limitações a maior ênfase social, do renovado não acolhimento de algumas pretensões empresariais e da existência de soluções de carácter programático, na fronteira da delimitação de competências administrativas”. Assim, a promulgação acontece devido à “óbvia importância de os portugueses disporem de Orçamento de Estado em 1 de janeiro de 2021, atendendo à urgência do combate à pandemia e seus efeitos comunitários, bem como à adequada receção das ajudas europeias, designadamente, do Plano de Recuperação e Resiliência”, justificou Marcelo Rebelo de Sousa.

Presidente da República promulga Orçamento do Estado, mas com reservas

Num vídeo, o ministro das Finanças parece responder ao Presidente da República. Enumera as “prioridades” do OE, em termos de proteção do emprego, recuperação económica e combate à pandemia. “Reforçámos o Serviço Nacional de Saúde com mais de 1000 milhões de euros”, diz, acrescentando outras medidas como o aumento do salário mínimo em 30 euros e a subida extraordinária das pensões em 10 euros para dois milhões de pessoas.

“Estas medidas vão dar um contributo fundamental para uma forte recuperação da economia. E dessa forma também para a redução do défice e da dívida pública”, conclui.

João Leão antecipa um “inverno bastante exigente“, mas acredita que o surgimento das vacinas contra a Covid-19 permite “antecipar uma evolução favorável da pandemia ao longo do próximo ano, o que cria as condições para uma forte recuperação da economia em 2021“. “Já conseguimos ver a luz ao fundo do túnel, mas ainda o temos de atravessar“, sublinha.