Após a primeira fase da vacinação contra a Covid-19, em abril, Portugal deverá ter uma redução dos internamentos em cuidados intensivos e nas mortes, de acordo com especialistas ouvidos pelo Expresso. O efeito não deverá ser notado antes de terminar a vacinação nos lares e nas unidades de cuidados continuados, que começa esta segunda-feira, e daqueles que, tendo mais de 50 anos, vivem com doenças de risco.

“Nunca antes de abril a vacinação terá um efeito tangível na redução das hospitalizações e dos cuidados intensivos em Portugal”, esclarece Henrique Veiga-Fernandes, um dos diretores da Champalimaud Research, em entrevista ao Expresso. O investigador ressalva que “avançar com datas muito concretas nesta altura é absolutamente impossível, até porque toda a Europa está dependente de vacinas que ainda não estão aprovadas”.

Também Tiago Correia, investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, diz ao Expresso que “se o plano de vacinação for cumprido, algures entre abril e maio deveremos sentir uma redução sistemática e permanente dos internamentos e dos óbitos por Covid”.

O impacto será ainda maior no final da segunda fase, diz Veiga-Fernandes, “depois de termos as pessoas com mais de 65 anos vacinadas”. Nessa altura “estará protegida a população que é maioritariamente afetada pela doença”, com “cerca de um terço dos portugueses vacinado, a que acresce pelo menos 10% a 15% de pessoas que sabemos que até hoje já teve contacto com o vírus”.

Vacinação em lares arranca no início da próxima semana nos concelhos de maior risco