2021 é ano de novas aventuras de Astérix e Obélix. A cada dois anos sai novo álbum, e este ano é ano “sim”. A ida para as bancas está marcada para 21 de outubro, mas a mais recente criação de Didier Conrad e Jean-Yves Ferri (sucessores de Goscinny e Uderzo) já está na fase final.

Este domingo, o jornal francês Journal du Dimanche e o jornal português Diário de Notícias revelaram a primeira página e o esboço de uma tira — ambos têm pistas mas o grande mistério mantém-se. Onde se vai passar a próxima aventura? Para já, apenas se sabe que será num local “muito longe” da aldeia gaulesa.

A prancha inédita agora divulgada — que pode ser vista aqui — dá o mote para as 47 páginas que se seguem. Nela pode ver-se o druida Panoramix a adormecer enquanto Astérix e Obélix jogam uma partida de xadrez na aldeia gaulesa quando, durante o sono, Panoramix tem um sobressalto: um velho amigo está a pedir a sua ajuda e é preciso partir para o ir ajudar. O grito que dá — e que se supõe que seja o nome do local onde têm de ir — aparece tapado sob a etiqueta de “confidencial”.

O objetivo é manter o mistério. Nunca os autores desta banda desenhada, que já conta com 60 anos, revelaram antecipadamente o local da nova aventura. “É só o tempo de preparar a poção e partimos o quanto antes. A viagem é muito longa! Espero que cheguemos a tempo”, diz Panoramix na última vinheta, quando os três já estão a caminho.

Mas há mais: o DN divulga ainda o esboço de uma tira do novo álbum onde se deixa outra pista: haverá uma personagem feminina, que está feita prisioneira às mãos dos soldados romanos, e que fará os guardas suspirar. “É preciso três voluntários para guardar a prisioneira”, lê-se na vinheta. O resto só se saberá no dia 21 de outubro.

Este será o 39º álbum de banda desenhada de Astérix e Obélix, e o quinto da nova dupla de argumentista e cartoonista. O primeiro foi Astérix entre os Pictos, em 2013; depois O Papiro de César, em 2015; seguiu-se Astérix e a Transitálica, em 2017 e, por fim, A Filha de Vercingétorix, em 2019. O DN lembra ainda que Didier Conrad e Jean-Yves Ferri vivem em países diferentes, um nos EUA e o outro em França, pelo que o trabalho foi todo feito à distância, num ano marcado pela pandemia e por toda a distância que ela trouxe.