O Instituto Ricardo Jorge já detetou 34 casos de infeção associados à variante do novo coronavírus, identificada pela primeira vez no Reino Unido, e não descarta que possam existir mais. A nova estirpe do SARS-CoV-2 já deverá estar em Portugal há cerca de um mês, avança o Expresso.

Estes números são o resultado de algumas análises feitas pelo Instituto Ricardo Jorge (INSA), a partir da sequenciação de amostras recolhidas no aeroporto de Lisboa, assim como em laboratórios e autoridades regionais de saúde. A última atualização do “Estudo da Diversidade Genética do novo Coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal” foi feita com base em casos ocorridos no mês de dezembro e conclui que pode haver já transmissão comunitária desta variante, uma vez que algumas das pessoas que ficaram infetadas com ela não tinham sequer viajado para o Reino Unido.

O INSA continua a tentar perceber quando é que esta estirpe terá chegado efetivamente a Portugal e a dimensão da transmissão. Há já vários países a registarem a presença da nova variante, mas a maior incidência regista-se em Inglaterra com três mil casos identificados. Esta variante resulta de um conjunto de 17 mutações não causa doença mais grave e letalidade.

Já em relação à variante da África do Sul, o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC) nota que os resultados preliminares indicam que está “associada a uma carga viral mais alta e propagação mais rápida”. Mas também aqui continua a não haver prova que cause doença mais grave.