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O minuto 89 deu a João Mário um dia para recordar. FC Porto não marcava tanto desde 1985 — mas não sofria tanto há 50 anos

Avançado estreou-se a marcar pela equipa principal nos instantes finais. FC Porto leva 15 jogos sem perder e melhor registo goleador desde 1985. Mas há 50 anos que não sofria tanto em 13 partidas.

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O jogador de 21 anos entrou nos últimos minutos da partida mas ainda foi a tempo de fazer um golo

LUSA

O jogador de 21 anos entrou nos últimos minutos da partida mas ainda foi a tempo de fazer um golo

LUSA

89 minutos. Luis Díaz conduziu o contra-ataque no corredor central, beneficiou da queda de um jogador adversário e abriu na direita. João Mário, que tinha entrado quatro minutos antes, rematou cruzado, confirmou a goleada do FC Porto e estreou-se a marcar pela equipa principal dos dragões. O avançado de 21 anos, natural de São João da Madeira, nem sequer soube como reagir, festejando de forma bem menos exuberante do que os colegas, que o rodearam de imediato. No final da partida, com mais três pontos conquistados, foi João Mário o eleito de Sérgio Conceição para falar na habitual ronda da comitiva da equipa.

O golo do avançado português foi um dos pontos altos de mais uma noite muito positiva do FC Porto. Os dragões chegaram ao 15.º jogo consecutivo sem perder — sendo que, nesses 15, só não ganhou um, contra o Manchester City, para a Liga dos Campeões. A equipa de Sérgio Conceição leva agora sete jornadas seguidas a vencer para a Primeira Liga e é já o melhor ataque da competição, com 35 golos, o melhor registo do clube desde 1984/85: assim como o melhor registo de qualquer equipa no Campeonato desde o Benfica de 2012/13. Ainda assim, os 16 golos sofridos pelo FC Porto em 13 jogos são o pior registo dos dragões desde 1970/71, há 50 anos.

Taremi, o patinador que ofereceu uma escultura de gelo à ideia do treinador (a crónica do Famalicão-FC Porto)

Na flash interview, Sérgio Conceição defendeu que o FC Porto fez um “bom jogo”. “Controlámos e dominámos. Depois, com o resultado em 3-1, houve uma ou outra situação do Famalicão, mas nós tivemos sempre o jogo controlado. Tivemos bons momentos. Estamos satisfeitos, menos com o golo sofrido, mas faz parte. Parabéns aos jogadores, tanto aos que foram titulares como aos que entraram, pois deram um contributo muito importante para o sucesso da equipa”, explicou o treinador, que garantiu que as alterações que fez na segunda parte, onde tirou vários titulares de campo, estão relacionadas com “o jogo e este período” e não necessariamente com o Clássico com o Benfica, já na próxima sexta-feira.

“O Otávio jogou depois de um tempo ausente e era importante tirá-lo. Temos de ter cuidado com isso. O Sérgio [Oliveira] senti alguma fadiga. Não se trata de pensar noutros, mas neste jogo. Refrescando a equipa, dando outras coisas ao jogo. Meti o Pepe e depois gente com mais velocidade para a frente, como o João Mário e o Luis Díaz. Interpretaram bem o que queria e tivemos sempre o jogo controlado, gerindo aquilo de que me apercebi em função do estado dos jogadores”, acrescentou, reconhecendo que Corona “não estava muito bem” depois de apresentar algumas queixas na coxa logo na primeira parte. “Levou duas entradas fortes e ficou debilitado. Começámos o segundo tempo a pensar se podia ou não e ele disse que sim. Foi até não dar para mais e não valia a pena forçar”, terminou Sérgio Conceição, que esta sexta-feira igualou Jesualdo Ferreira enquanto terceiro treinador com mais jogos pelo FC Porto, com 188 partidas e apenas atrás de José Maria Pedroto e Artur Jorge.

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