As quatro partes da reportagem especial multimédia “85 horas”, sobre o combate à pandemia no maior hospital do país, foram vistas mais de 240 mil vezes: 160 mil no nosso site e 80 mil no Instagram. Se ainda não viu, pode ver agora as quatro partes deste trabalho, da autoria dos jornalistas Catarina Santos, João Porfírio e Pedro Jorge Castro, com webdesign e programação de Alex Santos.

A primeira parte, sobre os dilemas da luta no limite, mostra as decisões difíceis que os médicos do Hospital de Santa Maria tiveram de ir tomando nos dias com mais infetados e internados nos Cuidados Intensivos, em Novembro e Dezembro. O Covidário. O peso em cima dos internos (médicos em formação que ainda não acabaram a especialidade). O “setor dos instáveis”. O milagre da multiplicação dos profissionais de saúde (e os riscos, problemas e custos que coloca). As dúvidas que o presidente do hospital foi tendo. E o dia mais longo da coordenadora da unidade para doentes Covid, em que tinha apenas uma vaga livre nos Cuidados Intensivos para seis doentes críticos. Pode ler aqui.

85 horas no Santa Maria: os dilemas da luta entre a vida e a morte

A segunda parte centra-se nos profissionais de saúde infetados: houve 450 no Santa Maria até Dezembro. O caso mais grave foi o de Jacques dos Santos, chefe das Urgências, que esteve em coma nos Cuidados Intensivos, e dá pela primeira vez o seu testemunho. O momento em que o pneumologista António Diniz atingiu o limite de mínimo de oxigénio no sangue e pensou que tinha de ser internado. O presidente a mostrar o relatório com os alertas amarelos e vermelhos que recebe no computador. E ainda a história do casal de médicos que coordena unidades para doentes Covid ao lado uma da outra — e que ambos ficaram infetados pelo primeiro doente a morrer em Portugal. Pode ler aqui.

“Tive de reaprender a andar. Era um peso morto, não conseguia virar-me na cama”

Os telefonemas que os doentes infetados fazem antes de serem ligados a um ventilador, sem saberem se é um até já ou uma despedida, abrem  a parte III desta reportagem. O doente que percebeu que ia morrer quando recebeu a visita da mulher. Internados nos Cuidados Intensivos que despertam e ficam agitados quando veem toda a gente equipada como se fossem astronautas. Os custos de uma vaga nos Cuidados Intensivos, onde uma cama é ainda mais cara que um ventilador. E o fadista que perdeu 18 kg no internamento e voltou ao hospital um mês depois — para agradecer. Pode ler aqui.

A última chamada dos doentes infetados que não sabem se vão sobreviver

Só em Dezembro, o número de mortes por Covid-19 disparou 40% em relação ao acumulado de óbitos entre março e novembro. A parte IV é centrada na morte. Morrer sozinho. Morrer sem uma despedida. Ver morrer os doentes do lado. A angústia do capelão. E o corredor da morgue. Pode ver aqui.

Viver com a morte: “Eu não aguento estar aqui”. 85 horas no Santa Maria, parte IV

Um dos vídeos desta reportagem especial — sobre as primeiras coisas que os profissionais de saúde desejam fazer assim que a pandemia passar — foi publicado autonomamente no Facebook, onde teve já mais de 320 mil visualizações.