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Ronaldo faz sprint de 50 metros, marca mais um, reforça liderança de capocannoniere e carimba nova vitória da Juventus

Juventus teve mais um jogo com pouco de brilhante mas somou terceira vitória numa semana frente ao Sassuolo (3-1) com mais um golo de Ronaldo, que até mesmo nos dias menos inspirados consegue marcar.

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Ronaldo marcou o 15.º golo em 13 jogos na Serie A da presente temporada, reforçando estatuto de melhor marcador da prova

Ronaldo marcou o 15.º golo em 13 jogos na Serie A da presente temporada, reforçando estatuto de melhor marcador da prova

Foram apenas quatro dias de 2021 mas valeram mais do que os últimos quatro meses de 2020. Com empates atrás de empates e uma surpreendente derrota com a Fiorentina que expôs todas as fragilidades da equipa, a Juventus perdeu qualquer tipo de margem de manobra na Serie A para tentar revalidar mais uma vez o título e não falhou em dois jogos fundamentais no atual contexto e que podiam marcar o resto da temporada. No entanto, e até pelos resultados entretanto conhecidos, as vitórias frente a Udinese e AC Milan (que perdeu aí pela primeira vez em jogos do Campeonato) só teriam algum significado se conseguissem continuidade nos encontros que se seguiam e agora era a revelação Sassuolo a deslocar-se a Turim para colocar à prova Cristiano Ronaldo e companhia.

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O português, que teve a melhor primeira metade de temporada desde que chegou a Itália, teve influência direta na primeira goleada, no dia 3, com dois golos e uma assistência que o colocaram não só como melhor marcador da Serie A isolado mas também com mais golos do que Pelé em jogos oficiais por clubes e seleção, e foi totalista sem marcar no triunfo em San Siro no dia 6, com Federico Chiesa a bisar e a assumir-se como principal figura de uma equipa que foi feliz nos momentos chave mas que procurou como poucas vezes essa felicidade no jogo. Figura durante a partida, figura depois da partida mas com um discurso onde preferiu apontar para outras duas figuras.

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Mesmo que não marcasse, sei que tenho de jogar bem e dar tudo. Os golos são o resultado do que fiz. O treinador pediu-me para procurar os espaços porque jogadores como Dybala e Cristiano Ronaldo conseguem ver coisas que outros não”, explicou o avançado, em declarações à Sky Itália.

“Desde o início que temos tentado tirar partido das capacidades de Cristiano Ronaldo, das suas características e queríamos que estivesse perto da baliza. Ele é decisivo em todo o lado mas isso é normal quando temos um campeão como ele. É alguém de quem dependemos”, frisou Andrea Pirlo antes do último encontro em San Siro, destacando os números goleadores de Ronaldo sobretudo numa fase que foi marcada pela ausência de Morata. E mais uma vez as atenções recaíam no capitão da Seleção Nacional e em Dybala, até pelas baixas na equipa por lesão ou por Covid-19, que depois de Juan Cuadrado e Alex Sandro chegou também ao central De Ligt. O argentino saiu lesionado ainda na primeira parte, o português esteve mais perdulário do que é normal mas acabou por confirmar a vitória já em período de descontos após uma corrida do meio-campo até ao remate certeiro na área (3-1), passando a ter 15 golos e reforçando a liderança de capocannoniere depois do segundo lugar atrás de Immobile em 2019/20.

O Sassuolo entrou a acelerar com Ferrari a ter a primeira boa oportunidade logo aos dois minutos (a bola seria desviada depois para canto) mas a Juventus conseguiu nos minutos seguintes agarrar no jogo e criar duas chances de perigo com Ronaldo a saltar mais alto do que Consigli após cruzamento de Dybala mas a desviar um pouco por cima da trave e Frabotta, depois de uma fantástica assistência de McKennie de calcanhar, a obrigar o guardião a grande intervenção para canto. Os visitados tinham melhorado mas a substituição do americano por Ramsey antes dos 20 minutos iniciais em nada ajudou a continuar esse crescendo num jogo que não voltaria a ter lances de golo a não ser uma bola em que Ronaldo chegou ligeiramente atrasado na área após desvio de Betancur mas com dois dados importantes para o resto do encontro: a entrada de Kulusevski, por lesão de Dybala, e o vermelho direto a Pedro Obiang, numa entrada dura sobre Chiesa a meio-campo que foi sancionada pelo VAR (45+1′).

Com mais uma unidade, Pirlo trocou o amarelado Betancur por Rabiot mas nem por isso a dinâmica da equipa foi explorando de forma eficaz a vantagem numérica, apesar do grande golo de Danilo de fora da área que inaugurou o marcador aos 50′. Pior: se na frente a equipa tinha dificuldades em criar oportunidades, no setor defensivo também facilitou e Grégoire Defrel, numa transição onde surgiu a receber na frente de Bonucci após diagonal, fez o empate com pouco mais de meia hora para jogar (59′). E enquanto o Sassuolo aguentou em termos físicos era assim que o jogo ia andando, antes de Chiesa acertar no poste (65′) e Ronaldo ter um “penálti em andamento” para grande defesa de Consigli (74′). A Juventus preparava o último assalto à baliza contrária, tinha Morata e Bernardeschi para entrarem, e acabou por chegar ao 2-1 a oito minutos do final por Ramsey, num lance onde Ronaldo saiu da zona da grande área, Frabotta colocou a bola rasteira na área e o galês apareceu a partir de trás para encostar. O encontro parecia ter chegado ao fim mas, no segundo e último minuto de descontos, o português deixou ainda a sua marca com uma correria de 50 metros desde o meio-campo até ao remate cruzado na área que fez o 3-1.

[Clique nas imagens para ver os golos do Juventus-Sassuolo em vídeo]

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