Um total de 10.865.010 eleitores vai poder votar nas presidenciais de 24 de janeiro, de acordo com números divulgados esta segunda-feira pelo Ministério da Administração Interna (MAI). O total de inscritos nos cadernos eleitorais em território nacional é de 9.314.947. No estrangeiro é de 1.550.063.

Relativamente às presidenciais de 2016, regista-se um aumento de 1.208.536 de eleitores.

Por outro lado, mais de 61 mil pessoas (61.435), o equivalente à população da Moita, vão trabalhar nas 12.287 mesas de voto nas presidenciais de 24 de janeiro, parte delas já no próximo domingo, para receber o voto antecipado. A maior parte, 60.715, são membros de mesa em território nacional, havendo ainda 720 em mesas no estrangeiro.

Nestas eleições, e devido à pandemia de Covid-19, foi decidido desdobrar as mesas de voto, que aumentaram de 2.793 para as 12.287 relativamente às eleições anteriores, passando o número máximo de 1.500 eleitores para 1.000 por cada uma.

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A multiplicação do número de mesas de voto é uma forma de evitar e controlar grandes concentrações de pessoas e, assim, tentar reduzir o risco de contágio.

As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral decorre entre 10 e 22 de janeiro, com o país a viver sob medidas restritivas devido à epidemia. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).